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Neoenergia registra lucro de R$2,2 bilhões no ano de realização da IPO

Por Pablo Vinicius Souza
18 fevereiro 2020 - 12:35
Neoenergia (NEOE3)

O Grupo Neoenergia (NEOE3) apurou um lucro recorde de R$2,229 bilhões em 2019, seis meses depois de realizar a sua primeira oferta pública inicial de ações (IPO) na B3.

O resultado ficou 45% acima do que foi reportado no ano anterior e, pela primeira vez, a companhia superou a faixa de R$2 bilhões em lucratividade.

Na avaliação do diretor-presidente do grupo, Mario Ruiz-Tagle, os números referentes tanto ao quarto trimestre, quanto ao exercício em si, foram apoiados pela expansão do mercado de distribuidoras e pelo controle dos custos.

“O resultado é, sem dúvida, histórico. Mas, o fato de acontecer depois do IPO representa a coerência da mensagem que passamos para os investidores” – disse o executivo.

De outubro a dezembro, o lucro registrado foi de R$618 milhões, aumentando cerca de 75% em relação ao mesmo período de 2018.

Na base anual, o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) avançou 43%, somando R$1,513 bilhão.

Analisando os doze meses de 2019, a receita líquida atingiu R$27,6 bilhões, anotando um salto de 9,4% em relação ao ano anterior, e o Ebtida subiu 25,6%, para R$5,719 bilhões.

Conforme informações do Grupo, no ano passado, houve a adição líquida de 257 mil novos consumidores nas suas quatro distribuidoras: Coelba (BA), Cosern (RN), Celpe (PE), Elektro (SP).

Ao todo, já são mais de 14 milhões de clientes atendidos e há projeções de firme expansão, tendo em vista o potencial de crescimento e carência deste mercado.

No que tange aos custos com pessoal, material e serviços, a Neoenergia gastou R$3,18 bilhões ao longo do ano passado, anotando um crescimento de apenas 3% no montante, em relação a 2018.

Em termos anuais, a companhia investiu R$4,4 bilhões nas operações brasileiras e a tendência é que esse valor aumente substancialmente nos próximos três anos.

O presidente global da Iberdrola, atual controladora da Neoenergia, informou que estão previstos aportes de R$30 bilhões no Brasil, até 2023.


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