Economia

Neoenergia (NEOE3) vê lucro líquido contrair 18% no segundo trimestre

Por Fast Trade
22 julho 2020 - 07:00 | Atualizado em 22 julho 2020 - 07:31

Afetada pela pandemia do novo coronavírus, a Neoenergia (NEOE3) reportou um decréscimo de 18% em seu lucro líquido do segundo trimestre, totalizando R$ 423 milhões. Entre abril e junho do ano passado, a companhia havia reportado um lucro de R$ 519 milhões.

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Vale destacar ainda que o grupo encerrou o semestre com lucro líquido de R$ 999 milhões, isto é, queda de 1%.

Controlada pela espanhola Iberdrola, a Neoenergia relacionou o impacto da crise em suas distribuidoras de energia por causa da inadimplência e queda no consumo.

No total, são quatro concessionárias de distribuição Coelba (BA), Celpe (PE), Cosern (RN) e Elektro (SP), que atendem cerca de 14 milhões de unidades consumidoras.

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Ademais, o grupo atua nas áreas de geração, comercialização e transmissão. Segundo a Neoenergia, o volume de energia injetada na rede do grupo encolheu 8,95%.

Nesse contexto, a empresa ressaltou a forte desaceleração na atividade econômica, provocada pelas medidas de isolamento social que levou ao fechamento de negócios. O resultado fez com que a companhia registrasse queda de 4,3% sobre o volume de energia injetada na primeira metade do ano.

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Diante desse cenário de incertezas, a companhia aderiu um programa de empréstimo viabilizado pelo governo junto a um grupo de instituições bancárias.

O pacote econômico tinha como propósito prestar suporte ao setor elétrico, sobretudo para as distribuidoras de energia elétrica, que sofreu muitos impactos com a pandemia.

Ebitda da Neoenergia (NEOE3)

Assim como o lucro líquido da Neoenergia recuou, seu Ebitda (na sigla em inglês) despencou 19% na mesma base de comparação, para R$ 1,1 bilhão.

Conforme o levantamento da companhia, os impactos da crise às distribuidoras e à comercializadora do grupo podem ter tirado R$ 292 milhões do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização no segundo trimestre.

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Em contrapartida, esse efeito foi parcialmente compensado pela aplicação do IFRS 15 sobre os ativos de transmissão, que levantou ganhos de R$ 121 milhões.

A receita operacional líquida da Neoenergia permaneceu estável em R$ 6,58 bilhões por causa reajustes tarifários anuais da Coelba, Celpe e Cosern realizados em abril.

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Além disso, sua base de clientes expandiu 1,6%, contabilizando 14,1 milhões, mas houve queda de 8,3% no volume de energia distribuída pelas quatro concessionárias.

Responsável por minimizar os efeitos da crise sobre as classes comercial, industrial e livre, o segmento residencial trouxe novos clientes ativos para a base Neoenergia.

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