Política

‘Não tenho dúvidas de que o Brasil vai entrar na OCDE’, diz diretor da organização

Por Fast Trade
17 dezembro 2020 - 08:00 | Atualizado em 17 dezembro 2020 - 08:30
OCDE; previsão para a economia brasileira

“Eu não tenho dúvidas que o Brasil vai entrar na OCDE”, declarou o diretor do departamento de economia da organização, Álvaro Pereira.

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“Acho que o Brasil tem mostrado ao mundo que tem vontade de reformar e quer abrir-se mais ao mundo”, disse ele. De acordo com o Valor Investe, Pereira disse ainda que “é uma questão de tempo” até que o Brasil passe a ingressar na OCDE.

“E vai ser um dos países mais importantes que nós temos” na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, completou.

O diretor do departamento de economia da organização fez os comentários ao final do lançamento do relatório da OCDE sobre a economia brasileira. Conforme reportagem do Valor, o texto estima que o país deve anotar queda de 5% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2020.

Assim sendo, a organização – formada por países e parceiros estratégicos dedicados ao desenvolvimento econômico – apontou uma taxa ligeiramente pior do que a do governo. Recentemente, a equipe econômica do governo anunciou uma projeção de recuo de 4,5% para a economia neste ano.

Até mesmo a projeção de alta para 2021 é mais enxuta (2,6%) na mesma base de comparação (3,2%). Do mesmo modo, a estimativa para 2022 ficou abaixo da previsão do governo (+2,2%, ante 2,5%).

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OCDE recomenda um aumento de concessão dos benefícios e manutenção do teto de gastos

O relatório da organização, também conhecida como Clube dos Ricos, trouxe algumas recomendações para o Brasil. A aceleração da concessão de benefícios do Bolsa Família, por exemplo, bem como o aumento de benefícios sociais foram abordados.

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Tais formas de apoio só devem ser eliminadas gradualmente, diz o relatório sobre o Brasil, segundo o Valor. Além disso, a OCDE defende a manutenção do teto de gastos.

Outros pontos que requerem mais atenção são as agendas dedicadas ao meio ambiente, educação infantil e capacitação da mão de obra. Só para exemplificar, o primeiro item do relatório é: “melhorar as políticas macroeconômicas, a governança e a proteção social”.

Em segundo lugar, o texto apresentou a recomendação sobre a manutenção das taxas de juros baixas. Isso, segundo o texto, poderia ser mantido “até que as pressões inflacionárias se tornem claramente visíveis”.

Outras sugestões apresentadas pelo texto englobam uma autonomia orçamentária ao Banco Central, mas também mandatos com tempo determinado ao presidente e aos diretores do BC, com demissões antes do prazo em caso de falta grave.

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Outras projeções da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico

A OCDE não apenas apresentou novas projeções para o PIB, como também para a dívida pública, que deve ficar em 91,4% do PIB este ano. Posteriormente, no ano que vem, a projeção subiu para 94,3% do PIB, ao passo que, em 2022, o índice passaria para 96,6% do PIB.

Já o déficit em conta corrente está estimado em 0,3% do PIB (2020), 0,5% do PIB (2021) e 0,9% do PIB (2022). Mesmo assim, o secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría, reconheceu que o recuo econômico do Brasil poderia ter sido mais profundo.

Segundo ele, isso aconteceria caso o governo não tivesse agido para ampliar o crédito e outras medidas de apoio. De acordo com o secretário, o governo brasileiro reagiu rapidamente e os esforços foram importantes.

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