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Nada a temer com a greve; nova Secom fortalece pauta econômica – Comentário IdealPolitik

Por TradersClub
14 junho 2019 - 10:51
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A greve geral desta sexta-feira não deve preocupar o mercado. Primeiro, porque o desemprego elevado deve dissuadir a adesão dos trabalhadores do setor privado. A tendência é que se circunscreva ao setor público, sendo o mais impactante o ramo dos transportes urbanos.

Segundo, porque o conflito do sistema político com a Operação Lava Jato, por meio da aliança Centrão-PT neste caso, deve fazer a esquerda se focar em acumular forças em torno da libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Terceiro, porque a principal pauta que ampliava os protestos da oposição, o contingência de recursos para a educação, ficou em segundo plano nesta mobilização, e a aprovação do crédito suplementar amenizou o desgaste na opinião pública que não é predisposta a desaprovar o presidente Jair Bolsonaro.

Quarto, o parecer da reforma da Previdência já foi apresentado com uma conta cheia de R$1,1 trilhão, após acordos entre governo, Centrão e oposição. A impopularidade do tema é conhecida por esses agentes e a greve não mudará esta visão que, por sua vez, não impediu o avanço da PEC.

O movimento pode impactar em Bolsonaro porque há um setor simpático a ele que considera o PT ruim no governo, por causa da corrupção, mas bom na oposição, pela marca bem plantada de defender direitos. Mas isso tende a verberar na reforma e sim na cena da batalha do sistema político com a Lava Jato.

Contudo, como contrapeso à nova direita, a substituição do general Carlos Santos Cruz na Secom por um oficial de igual patente, Luiz Eduardo Ramos, um “pitbull” de Bolsonaro, deve fortalecer a ala antiestablishment, hegemônica na gestão e responsável pela força das ruas e redes da nova direita no governo que defenderam, por exemplo, a agenda econômica liberal.


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