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Moro irá ao Senado para falar de mensagens; CNJ arquiva representação contra ministro

Por Pablo Vinicius Souza
12 junho 2019 - 10:28

O ministro da Justiça, Sergio Moro, demonstrou interesse em esclarecer as mensagens trocadas com o procurador da operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, que vem abalando as estruturas de Brasília.

Sem ser convidado ou convocado formalmente, Moro colocou-se à disposição dos parlamentares por meio de ofício apresentado pelo senador e líder do governo, Fernando Bezerra (MDB-PE).

Assim sendo, o ministro será ouvido pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado na próxima quarta-feira (19), às 9h, de acordo com o presidente da Casa, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

A iniciativa, contudo, foi criticada pelo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), que pediu a Alcolumbre que negociasse com o presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), a participação de Moro em audiência também na CCJ da Câmara.

Alcolumbre, contudo, esclareceu que o regimento do Senado permite que ministros de Estados sejam ouvidos em situações de relevância nacional.

Ademais, a data da audiência foi acordada com a presidente da CCJ do Senado, senadora Simone Tebet (MDB-MS).

Paralelo a isso, o corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, entendeu que o pedido de providências emitido pelo PDT contra o ex-juiz federal, Moro, é “incabível”.

Em razão disso, determinou o arquivamento da representação contra o atual ministro.

De acordo com Martins, a exoneração solicitada pelo ex-juiz federal “tem disciplina diversa da aposentadoria voluntária” e que, nesse caso, “a instauração de um procedimento administrativo-disciplinar contra o magistrado já exonerado não teria nenhuma utilidade”.

O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, evitou comentar a polêmica em público, mesmo após o encontro com o ex-juiz.

A coluna Painel da Folha destaca que a revelação dos diálogos moveu estruturas nos bastidores da política e do Judiciário.

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