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Monitor do PIB da FGV aponta recuo de 0,2% na economia em julho

Por Eloiza Amaral
17 setembro 2019 - 10:51
A movimentação do mercado esta semana segundo analistas do Bradesco

O Produto Interno Bruto caiu 0,2% em julho, na comparação com o mês anterior. Os dados do monitor do PIB da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgado nesta terça-feira (17).

Na comparação interanual a economia cresceu 0,8% em julho e 1,3% no trimestre móvel terminado em julho, manteve o crescimento da taxa acumulada em 12 meses em 0,9%.

‘’O PIB continua desde o trimestre findo em maio de 2017, apresentando taxas trimestrais positivas, com média de 1,2% para todo o período. Os dados mostram que, apesar do crescimento, a economia ainda não consegue se libertar da armadilha do baixo crescimento da economia, em torno de 1%’’, disse Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

A queda na economia em julho pode ser explicada, principalmente, por recuos na agropecuária (-1,3%) e indústria total, puxada pela eletricidade (-3,6%), transformação (-1,1%) e construção (- 1,1%).

O crescimento da série interanual, sem ajuste sazonal, de 8% foi impulsionado pelo setor de serviços (1,8%), em que todos os componentes tiveram alta.

O consumo das famílias cresceu 2,5%, a importação voltou a crescer (1,4% ante -2,0% no mês anterior) e as demais séries contribuíram negativamente (consumo do governo -0,3%, formação bruta de capital fixo -0,8% e exportação -2,8%).

Sobre as exportações, foi observada uma queda 0,5% no segundo trimestre móvel findo em julho, em comparação com o mesmo trimestre de 2018. Os únicos componentes que apresentaram contribuição positiva foram bens intermediários e bens de consumo.

As importações, por outro lado, cresceram 3,9% no trimestre móvel que acabou em julho, ante o mesmo trimestre de 2018. As importações da extrativa mineral (16,8%), bens intermediários (12,2%) e serviços (4,2%) foram os destaques positivos da série. As séries de produtos agropecuários (-6,7%), bens de consumo não duráveis (-7,9%), bens de consumo duráveis (-15,3%) e bens de capital (-17%) contribuíram negativamente no trimestre.


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