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Míssil pode desencadear tensões entre norte-coreanos e norte-americanos; confira destaques

Por Bruna Santos
30 dezembro 2019 - 09:26

Enquanto as tensões entre Estados Unidos e China diminuem com a proximidade da assinatura do acordo comercial, os ânimos sobem quando se diz respeito a Coreia do Norte.

Isso porque, embora o país asiático tenha pedido a Washington novas iniciativa com o propósito de resolver as diferenças de ambos sobre o programa de armas nucleares de Pyongyang, o país alertou sobre um “presente de Natal indesejado” caso as expectativas não fossem atendidas. Especula-se que Pyongyang esteja se preparando para testar um míssil balístico intercontinental.

Ontem (29), Pyongyang foi palco da 5ª Sessão Plenária do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte. Diante da possibilidade, os Estados Unidos manifestaram antecipando um desapontamento caso os testes nucleares tenham início.

De acordo com o assessor da Casa Branca para segurança nacional, Robert O’Brien, os Estados Unidos tomarão a ação apropriada como potência econômica e militar. Washington tem muitas “ferramentas em seu kit” para responder a tal teste, disse O’Brien em uma entrevista para a ABC. Anteriormente, a China havia “pedido medidas imediatas” para o respectivo estabelecimento de um acordo com a Coreia do Norte.

Ademais, o banco central chinês usará a taxa básica de empréstimos (LPR, na sigla em inglês) como uma nova referência.

Segundo analistas, essa taxa precificará os empréstimos a taxas flutuantes existentes, o que pode ajudar a reduzir os custos de crédito, mas também sustentar o crescimento econômico.

Em 2019, Pequim divulgou uma série de medidas pró-crescimento econômico, incluindo cortes de impostos e mais gastos com infraestrutura. Assim sendo, a partir de 1º de janeiro, as instituições financeiras serão proibidas de assinar contratos de empréstimos com taxa flutuante baseadas na taxa de empréstimo bancária de referência anterior, por exemplo, segundo informou o Banco Popular da China (PBOC).

Por aqui, os destaques são econômicos.

Mercado vê IPCA abaixo do centro da meta pelo 4º ano

A inflação deve permanecer abaixo do centro da meta pelo quarto ano consecutivo em 2020, conforme avaliações de economistas consultados pelo Estadão/Broadcast.

Mesmo com a expectativa de aceleração da atividade econômica no País, o nível de ociosidade da economia é propício para a manutenção de um cenário inflacionário comportado para 2020, embora a força dos choques de preços tenha sido observada em 2019. Em 2020, a meta central é de 4%, mas pode oscilar entre o teto de 5,5% e o piso de 2,5%.

Nem mesmo dado surpreendente de alta (1,05%) do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de dezembro impactou as expectativas do mercado. Fica a expectativa para a publicação da última segunda-feira (30) de 2019.

Houve uma surpresa também no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro, quando o Banco Central (BC) apresentou expectativa de inflação para 2020 em 3,5% no cenário básico. Nesse sentido, a taxa de juros está projetada entre 4,25% e 4,5% e dólar entre R$ 4,15 e R$ 4,10.

Em seu relatório, o Banco Central reconheceu que a ociosidade da atividade ajuda a segurar a inflação, mas demonstrou receio com os canais de transmissão da política monetária. “O atual grau de estímulo monetário, que atua com defasagens sobre a economia, em um contexto de transformações na intermediação financeira, aumenta a incerteza sobre os canais de transmissão e pode elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária”, diz o texto.

Por fim, a autoridade monetária havia revisado as expectativas de crescimento do PIB de 2020, de 1,80% para 2,2%. O dado permanece ainda levemente abaixo da mediana do mercado apurada pelo levantamento Projeções Broadcast, de 2,30%.

IGP-M fecha 2019 com avanço de 7,30%

Além de acelerar de 0,30% para 2,09% entre novembro e dezembro, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acumulou alta de 7,30% no ano, segundo informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em dezembro do ano passado, o índice contabilizou uma deflação de 1,08% no mês e registrou elevação de 7,54% em 12 meses. Agora, o IGP-M ficou ligeiramente abaixo da mediana das previsões de 29 consultorias e instituições financeiras.

De acordo com o Valor Econômico, a estimativa era de +2,12% para o indicador. Para o ano, os analistas projetavam +7,33%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por cerca de 60% do IGP-M, passou de elevação de 0,36% para 2,84% em dezembro e acumulou alta de 9,08% no ano.

Além disso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,84% em dezembro, após alta de 0,20% um mês antes. No acumulado de 2019, o IPC subiu 3,79%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, avançou 0,14% em dezembro, ante 0,15% no mês anterior. Entre janeiro e dezembro de 2019, o INCC registrou alta de 4,13%.

Bolsonaro defende ampliação da posse de armas

Em sua página pessoal no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro voltou a pedir pela ampliação da posse e porte de armas no Brasil. Ao defender a medida e apelar ao Congresso Nacional pela aprovação no que está sendo chamado de um “tuíte chumbo-grosso”, o presidente da República relacionou o crescimento no registro de armas de fogo à diminuição do número de mortes.

Para tal, ele ressaltou que o registro de armas de fogo cresceu 50% no corrente ano, na comparação anual com 2018. Embora alguns ‘especialistas’ projetem que o número de mortes deveria aumentar no Brasil, Bolsonaro afirma que na prática o índice já contraiu 22%.

Por fim, ele ressaltou que depende do Parlamento “para ampliar o direito à posse/porte para mais cidadãos”. De acordo com o levantamento realizado pelo Valor Econômico, o Congresso aprovou 1 em cada 3 medidas da Economia em 2019.

Sobre o pacote de reformas proposto pelo governo federal, o ministro da Economia Paulo Guedes afirma confiar na aprovação junto ao Congresso. Segundo ele, os parlamentares têm mostrado um perfil alinhado às medidas defendidas pelo Poder Executivo.

Apesar disso, o governo chega ao fim de 2019 com dois terços das propostas enviadas por Guedes ao Legislativo rejeitadas ou ainda pendentes de aprovação. A Folha de S. Paulo apontou que Guedes e sua equipe enviaram 38 textos para apreciação, incluindo projetos de lei, PECs e medidas provisórias.

Do total, mostrou o levantamento, apenas 13 (34%) foram aprovados no ano. Como prioridades para o próximo ano, o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) citou, recentemente, as reformas tributária e administrativa, assim como o projeto de autonomia do Banco Central.

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