Economia

Ministério da Economia reduz previsão de queda do PIB em 2020 para 4,5%

Por Fast Trade
17 novembro 2020 - 17:03 | Atualizado em 17 novembro 2020 - 19:16
recuperação econômica; ministério da economia

O Ministério da Economia melhorou sua projeção para a recessão este ano, segundo o Boletim MacroFiscal. Divulgado nesta terça-feira (17) pela Secretaria de Política Econômica, o documento pode repercutir no mercado.

Em setembro, o recuo estimado para o Produto Interno Bruto (PIB) era de 4,7%, mas agora passou para 4,5%.

“A melhora na projeção de PIB se deveu aos resultados positivos dos principais indicadores mensais do IBGE (PIM, PMC e PMS)”, declarou a secretaria nesta manhã.

Outro destaque levantado foi o desempenho esperado para a agricultura que, “segundo estimativa do IBGE, deverá atingir safra recorde”.

Nesse sentido, o boletim destacou a previsão de crescimento de 4,4% do segmento em relação ao ano passado.

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Outros pontos elencados para embasar a melhora na previsão de queda do PIB foi a “forte recuperação da indústria e varejo”.

“Com lado fiscal consolidado os juros continuam baixo, a inflação continua baixa, o investimento privado cresce, o emprego cresce, o PIB cresce e a renda do trabalhador cresce”, disse o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, durante divulgação do Boletim MacroFiscal de novembro.

Segundo ele, a consolidação fiscal é o combustível da recuperação econômica e o aumento da produtividade.

“Se abrirmos mão da consolidação fiscal, se o governo gastar mais agora, aumenta a inflação e o pobre é o primeiro a ser prejudicado”, disse.

Para 2021, o Ministério da Economia manteve a projeção de crescimento (+3,20%) para o PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no País.

Recentemente, o relatório Focus do Banco Central trouxe uma estimativa de queda de 4,66% em 2020 e alta de 3,31% em 2021.

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Ministério da Economia eleva projeção do IPCA

Assim também, o Ministério da Economia revisou a estimativa da taxa de inflação – medida por meio da variação do IPCA, mas para cima.

Desse modo, a nova grade de parâmetros macroeconômicos da Pasta mostra que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2020 deve ficar em 3,13%.

Essa alta é puxada pelo preço dos alimentos, conforme destacou o Ministério da Economia. Em setembro, a previsão estava em 1,83%.

Por outro lado, as demais categorias de produtos contribuem para atenuar a variação do índice que segue dentro do intervalo de tolerância da meta para 2020 (4% ao ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual tanto para cima, quanto para baixo).

Por fim, o Ministério da Economia elevou a projeção do IPCA 2021 de 2,94% para 3,23%.

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