Agronegócio

Minerva projeta cenário favorável para exportações de carne em 2021

Por Fast Trade
05 maio 2021 - 17:00 | Atualizado em 05 maio 2021 - 21:59

De acordo com as projeções da Minerva (BEEF3), o cenário global deve continuar favorável para as exportações de carne bovina ao longo de 2021.

Isto porque, o avanço da vacinação contra o Covid-19 em diversos países viabilizou a recuperação na demanda pela proteína animal. Este fato impulsionou os resultados do frigorífico no primeiro trimestre e possibilitou a distribuição de pelo menos 50% dos lucros sob a forma de dividendos.

Nesse sentido, os executivos da companhia estão otimistas frente à atual conjuntura, atribuindo destaque ao mercado asiático, que absorveu a maior parte de sua produção.

De janeiro a março, o continente foi o destino de mais da metade da receita, cujos embarques da Minerva totalizaram 57%, o que equivale a um aumento de 15% sobre o mesmo período de 2020.

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Da mesma forma, a Ásia foi a região que mais recebeu exportações da Athena Foods, divisão de negócios da companhia na América do Sul. No total, o faturamento da empresa com vendas ao exterior subiu 42%, impulsionando um crescimento de 39% nas receitas trimestrais, para R$5,8 bilhões.

O ambiente está muito favorável aos exportadores de carne bovina sul-americanos, que estão ocupando o espaço deixado pelos produtores impactados pelos focos de peste suína africana encontrados na China, no sudeste asiático e no leste europeu.

Além disso, a oferta global também sofreu com os problemas de produção na Austrália, o que se traduziu em um aumento exponencial tanto no volume de exportação da Minerva, quanto nos preços praticados.

Projeções e cenários para o mercado de proteína no curto prazo

Conforme o CEO da Minerva, Fernando Queiroz, o cenário para as exportações de carne bovina não deve passar por mudanças no curto prazo. Assim, para o segundo semestre, a expectativa é que a companhia apresente um desempenho mais próximo do registrado em março, com maior tração nas vendas.

Desse modo, o crescimento do consumo deve permitir ao frigorífico manter os níveis de alavancagem sob controle, dando continuidade a sua política de distribuição mínima de 50% do lucro líquido.

Relatório: alocação de recursos

No acumulado de 12 meses, o resultado líquido totalizou R$685,4 milhões, superando as estimativas da administração geral. Por fim, o CEO explicou que há muito espaço para a empresa repassar possíveis aumentos nos custos de produção, uma vez que a demanda está forte no mercado internacional.

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