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Mesmo com rebate menor, múltiplo da Cielo está caro após balanço, diz Credit Suisse

Por TradersClub
28 janeiro 2020 - 11:15

Considerando os resultados do quarto trimestre da Cielo e os novos termos assinados com os acionistas controladores Bradesco e o Banco do Brasil pela remuneração de seus serviços de distribuição, o que deve reduzir os rebates neste ano, a ação da maior processadora de pagamentos do país negocia a 16 vezes o lucro estimado, múltiplo caro considerando o cenário para a empresa, disseram analistas do Credit Suisse hoje.

O analista Daniel Federle manteve “visão negativa” em relação ao papel após a divulgação de resultados trimestrais fracos. Ontem à noite, a Cielo reportou lucro líquido de R$242,4 milhões, abaixo do consenso TC de R$330 milhões. A receita líquida atingiu R$2,975 bilhões, abaixo do consenso de R$3,17 bilhões, enquanto a receita líquida de aquisição de recebíveis despencou 23% na base anual para R$240,8 milhões. O EBITDA, uma medida de lucro operacional, atingiu R$680,3 milhões, ante consenso de R$900 milhões. O diretor-presidente, Paulo Caffarelli, terá a oportunidade de dar algum alento ao investidor em teleconferência marcada para às 11h30.

Nos últimos doze meses, o papel ordinário da companhia acumula perdas de 30%, negociado ontem a R$7,00. Em fato relevante separado, o conselho da Cielo aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio complementares no montante de R$24,2 milhões


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