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Mercados: Reforma da Previdência, inflação, Payroll e mais destaques da próxima semana

Por Pablo Vinicius Souza
31 agosto 2019 - 10:46

Embora a semana tenha encerrado positiva, os investidores ainda permanecem apreensivos diante das tensões políticas dos mercados externos e interno.

Assim, a próxima semana dará sinais sobre o humor do mercado no geral.

No âmbito político, a votação do relatório da reforma da Previdência na CCJ do Senado é o evento mais aguardado.

De acordo com o presidente da comissão, a senadora Simone Tebet (MSB-MS), o pleito deve ocorrer na próxima quarta-feira (4).

Após cancelamento da sessão deliberativa anterior, a votação da cessão onerosa foi adiada para terça-feira (3).

No cenário econômico, o câmbio continua a ser monitorado. O dólar findou o mês de agosto com valorização de 8,46%.

Assim, o Banco Central realizará leilões de dólar à vista e reverso de 2 a 27 de setembro. A medida ajuda a controlar a liquidez e segurar movimentos mais fortes da moeda, embora não tenha sido eficaz em fazer com que o dólar recue.

Além disso, os indicadores de inflação, IPCA e IGP-DI de agosto, ganham destaque. Ambos serão publicados na sexta-feira (6).

Na terça-feira (3) saem também os dados da produção industrial de julho.

Por fim, o investidor que aderiu à oferta de R$ 3 bilhões em debêntures da Petrobras poderá desistir do investimento.

Segundo a Petrobras, o prazo para desistência daqueles que quiserem é de cinco dias úteis.

Mercados externos

No exterior, a guerra comercial entre EUA-China continua no radar, com os investidores atentos a qualquer sombra de novidade.

Recentemente, um porta-voz do Ministério do Comércio da China destacou que escalar a guerra não trará benefícios a nenhum lado.

Segundo ele, o mais importante é discutir a remoção das taxas extras.

Ademais, o investidor se prepara para acompanhar o relatório de emprego, conhecido como Payroll, na sexta-feira (6).

Em paralelo, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, discursa, podendo sinalizar os próximos passos da política monetária nos EUA.

São aguardados ainda os dados do ISM, PMI Markit, pedidos das fábricas e de bens duráveis, bem como o ADP.

O mercado chinês, por sua vez, reagirá ao índice de gerentes de compras industrial que caiu pelo 4º mês consecutivo.

O PMI chinês contraiu de 49,7 (julho) para 49,5 em agosto, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS).


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