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Mercados esperam decisão sobre juros; governo deve liberar até R$ 14 bilhões do Orçamento

Por Bruna Santos
18 setembro 2019 - 08:51

O dia é de muita expectativa para os investidores que aguardam as decisões sobre os juros, tanto do Federal Reserve, nos Estados Unidos, quanto do Comitê de Política Monetária (Copom), aqui.

Para o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, os ataques a instalações de petróleo na Arábia Saudita, que deve retomar os níveis de produção anteriores até o final deste mês, integram o quadro de riscos geopolíticos que podem afetar a taxa de expansão da economia mundial.

Esses riscos, segundo Azevêdo, se somam ao imposto pela guerra comercial sino-americana, cuja escalada pode ter um efeito acentuado sobre o crescimento, de acordo com ele.

Isto é, tanto por vias diretas quanto por vias indiretas, ao alimentar as incertezas.

De acordo com o Estadão, o governo federal pode encaminhar sua proposta de reforma tributária de forma fatiada.

Assim, o envio não desagradaria nem à Câmara dos Deputados, nem ao Senado Federal.

Ambos disputam o protagonismo na proposta e a medição de forças tem deixado o governo em uma verdadeira saia-justa.

Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, um imposto que unifique PIS, Cofins e IPI – chamado de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) federal – deve ser enviado por meio da proposta que já tramita na Câmara.

“Vamos mandar nosso IVA dual e esperar que Estados e municípios se acoplem”, disse ele.

O presidente-executivo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não espera concluir uma privatização em 2019.

Em contrapartida, ele disse em evento em Nova York que espera que as vendas de ativos acelerem em 2020.

Entre os destaques que deve ser privatizado em breve, Montezano mencionou os Correios. “Se não for privatizado em breve, pode ser tarde demais para vendê-lo”, disse a investidores.

Sobre a privatização da Eletrobras, o presidente afirma ser complexa e requerer mais análises.

Só se fala em juros

Uma pesquisa divulgada ontem pelo BofA Merrill Lynch perguntou para 235 participantes que tem 638 bilhões de dólares sob gestão, qual seria a política mais importante nos próximos seis meses para um movimento de alta dos ativos de risco. Em primeiro lugar, os grandes investidores disseram que seria um estímulo fiscal alemão e logo na sequência, cortes de 0,50 por cento pelo Fed nos EUA. Ou seja, podemos perceber os quão atentos estão diante da possibilidade de um afrouxamento monetário a nível global. Por isso, em dia de decisão sobre os juros pelo Fed, o mundo para, para escutar a decisão de um dos bancos centrais mais importantes. A expectativa é praticamente unânime de corte de 0,25 por cento, mas é fundamental prestar atenção no discurso e próximos possíveis passos. O BCE (BC europeu) e Trump já clamaram por mais cortes e estímulos, por isso não perca a decisão hoje à tarde.

Vale destacar a atuação surpreendente do Fed ontem. A instituição adotou, pela primeira vez em mais de uma década, medidas para aliviar pressões de alta sobre as taxas de curto prazo. Injetou 53 bilhões de dólares no sistema bancário por meio de transações de acordo de recompra (repo), foi uma resposta à elevação para até 5 por cento (devido à falta de liquidez), muito distante da meta, que varia de 2 a 2,25 por cento. E hoje, deve seguir no mesmo ritmo, injetando mais dinheiro no mercado financeiro.

Por aqui, também teremos decisão de nosso BC. A expectativa é de um corte de juros ainda maior, de 0,50 por cento, para que assim, a Selic caia a 5,50 por cento – mais uma renovação de mínima histórica. Em parte, acompanhamos o movimento global, em outra, porque o nosso ritmo de atividade econômica está praticamente estagnado e a taxa mais baixa atuaria como um estímulo extra.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

IPC-Fipe sobe 0,13% na 2ª quadrissemana de setembro; super quarta-feira e mais indicadores

O IPC-Fipe subiu 0,13% na segunda quadrissemana de setembro, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Esse resultado representa um desaquecimento em relação ao aumento de 0,29% observado na primeira quadrissemana do mesmo mês.

Na segunda leitura deste mês, três dos sete componentes do IPC-Fipe avançaram de forma mais singela ou ampliaram sua deflação.

Ainda hoje, a FGV informa a segunda prévia do Índice Geral de Preços (IGP-M). Posteriormente, o Banco Central divulga o fluxo cambial.

Ao final da sessão de hoje, sai o resultado do Copom sobre os juros.

No Reino Unido, o índice de preços ao consumidor avançou 1,7% em agosto na comparação anual com agosto de 2018.

O índice não apenas ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal (que projetavam recuo a 1,8%), mas é também o menor desde dezembro de 2016.

Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS), isso revela forte desaceleração ante o ganho anual de 2,1% observado em julho.

Desse modo, o índice britânico voltou a ficar abaixo da meta de inflação de 2% do Banco da Inglaterra.

O BoE, como é conhecido na sigla em inglês, revisará amanhã (19) sua política monetári na super quinta-feira.

Comparado com o mês anterior, o índice avançou 0,4%. Neste caso, a previsão de economistas era de alta de 0,5%.

O índice de preços ao produtor (PPI) “output”, por sua vez, contraiu 0,1% em agosto ante julho na região.

De acordo com a Dow Jones Newswires, o mesmo índice avançou 1,6% no confronto anual.

As exportações japonesas contraíram 8,2% em agosto na comparação anual com 2018 e as importações recuaram 12% no mesmo mês.

O Déficit comercial japonês ficou em 136,6 bilhões de ienes em agosto, ante expectativa de 346,3 bilhões de ienes.

Governo deve desbloquear até R$ 14 bilhões do Orçamento

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o governo federal deve desbloquear até R$ 14 bilhões do Orçamento.

“Tínhamos feito um contingenciamento no início do ano, começamos a descontingenciar agora. Já vem aí R$ 12 (bi), R$ 13 (bi), R$ 14 bilhões”, disse ontem (17) em um evento de empresários de varejos, em Brasília.

Mais cedo naquele mesmo dia, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anunciou o descontingenciamento de R$ 8,3 bilhões.

Esse montante será distribuído entre ministérios e, segundo o ministro, o decreto de redistribuição deve ficar pronto na próxima semana.

“Amanhã (18) vai ter uma conversa de consolidação disso para que até o final desta semana, princípio da próxima, a gente tenha as portarias prontas e o decreto para poder fazer a redistribuição”, disse.

Para Lorenzoni, os bloqueios são uma poupança forçada a fim de garantir que os recursos possam ser usados no ano.

Do total que será descontingenciado, cerca de R$ 1,9 bilhão será destinado ao Ministério da Educação (MEC).

“O MEC vai ter praticamente R$ 1,9 bilhão de descontingenciamento”, informou ele sobre a pasta de Educação.

Guedes afirmou que a estimativa é de que, até o final do ano, mais “uns R$ 8 (bilhões)” sejam liberados.

“Não cabe falarmos de crescimento nesse primeiro ano, porque, na verdade, estamos com dificuldade ainda de fechar o orçamento, mas a economia já está mostrando uma reação”, afirmou.

Especula-se que na sexta-feira (20/9) o valor oficial que o governo deve desbloquear será divulgado.

Nesse mesmo dia, será publicado o próximo relatório de Avaliação de Receitas e Despesas.

Cemig integra Índice Dow Jones de Sustentabilidade 2019/2020

A Cemig (CMIG4) vai integrar o Índice Dow Jones de Sustentabilidade 2019/2020, segundo um comunicado da empresa enviado ao mercado.

Sagrando-se a única empresa elétrica não europeia a ocupar a posição, o índice destaca um desempenho e adaptação em sustentabilidade.

É preciso, por exemplo, se adaptar às tendências de mercado e criar valor para os acionistas no médio/longo prazo.

Das 77 empresas do setor avaliadas, o índice selecionou apenas oito, de acordo com a Cemig.

O índice contabiliza 318 empresas de um total de 27 países. Esse levantamento abrangeu 2.296 empresas de 58 ramos industriais.

Composto por ações das maiores empresas do mundo, dispostas nos mais diversos setores, as companhias são avaliadas nesse índice através de um questionário, mas também de informações públicas.

Ainda conforme publicado, todo ano a composição deste índice é renovada, tornando-se uma referência mundial para investidores e agências financeiras.

A nova composição do DJSI World reúne 318 empresas de 27 países. O levantamento, nesta edição, abrangeu 2.296 empresas de 58 ramos industriais.

Todo o processo de seleção é auditado pela Deloitte, mas o critério é conduzido pela RobecoSAM AG.

Essa empresa é especializada na gestão de diversos ativos e na oferta de produtos e serviços relacionados a investimentos sustentáveis.

“Permanecer no Índice Dow Jones de Sustentabilidade por 20 anos consecutivos reitera a determinação da Cemig em prosseguir com o crescimento sustentável, direcionado para criação de valor para os seus acionistas, empregados e fornecedores e ao bem-estar da sociedade”, concluiu a Cemig.


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