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Mercado olha para alta de Bolsonaro, reforma em dia de exterior calmo

Por TradersClub
13 fevereiro 2019 - 10:59
O Ibovespa futuro abre estável em dia de feriado nos EUA

Os futuros dos mercados de câmbio, renda variável e juros futuros operam na expectativa da possível alta do presidente Jair Bolsonaro do hospital e de uma definição mais veloz do texto final da reforma da Previdência, o que em dias recentes deu suporte aos preços dos ativos locais e dissipou a cautela.

O maior apetite por risco no exterior ajuda a comprimir os prêmios de risco embutidos nos contratos de juros futuros, assim como impulsionar as altas no futuro do Ibovespa, disseram traders e contribuidores TC. Para um trader da mesa proprietária de um banco estrangeiro, números econômicos pouco alentadores no Reino Unido e na Europa frearam brevemente as altas vistas mais cedo – deixando o mercado levemente mais cauteloso à espera das divulgações dos números de inflação dos Estados Unidos, das notícias sobre as conversas comerciais entre os EUA e a China e as negociações para evitar uma nova paralisação parcial do governo federal americano.

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Mesmo com as informações sobre a situação de Bolsonaro pouco claras, os investidores esperam que o presidente retorne a Brasília e retome as atividades ainda em um ritmo moderado. Ele deve despachar desde sua residência oficial, segundo alguns colunistas. Após a decisão de Bolsonaro no hospital de colocar mais impostos às importações de leite no país, o investidor começa a vislumbrar mais uma front de preocupações: como o governo deve reagir ao lobby de setores relutantes à perder quase R$200 bilhões em isenções tributárias – seja para agricultores, pequenos empresários, industriais e entidades filantrópicas, diz o economista Carlos Góes, do Instituto Mercado Popular.

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O futuro do Ibovespa acelerava a alta ante a abertura e avançava 0,54% às 09h20, chegando perto dos 97.500 pontos. O dólar futuro se fortalecia ante o real, alta de 0,31% a R$3,7260, na esteira do fortalecimento da moeda americana no exterior. Os contratos de juros futuros recuavam em bloco, com o DI para janeiro próximo caindo 2,5 pontos-base para 6,46% – repercutindo as vendas no varejo abaixo do consenso e as expectativas sobre a reforma da Previdência.

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Mundo afora, os futuros dos índices Dow Jones e do S&P500 subiam 0,17% e 0,12%, respectivamente, desacelerando forte após a produção industrial na Zona do Euro se contrair e a deflação na Grã-Bretanha atingir patamar pior do que o consenso esperava. O índice acionário pan-europeu Stoxx600 desacelerou a alta para 0,28% no mesmo horário. O petróleo Brent sobe 1,5% – refletindo o anúncio da Arábia Saudita de reduzir sua oferta para o mês.

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