Mercados

Mercado de petróleo sobe no terceiro pregão consecutivo, mas temores limitam alta

Por Fast Trade
24 setembro 2020 - 17:00 | Atualizado em 24 setembro 2020 - 18:18

O mercado de petróleo reverteu o recuo do início do dia, quando era fortemente pressionado pelos temores sobre o coronavírus e a recuperação da demanda.

Mesmo assim, a commodity encontrou apoio nos sinais de aperto na oferta norte-americana de petróleo bruto e no enfraquecimento do dólar frente a seus pares.

Além disso, entrou no radar dos opoeradores do mercado de petróleo os indícios de que um novo auxílio fiscal pode ser aprovado nos EUA.

Com o novo fôlego, os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) para o mês de novembro saltaram 0,95%, aos US$ 40,31 por barril.

Do mesmo modo, os futuros do Brent (também para novembro) avançaram 0,40% no pregão, encerrando cotados aos US$ 41,94 o barril na ICE, em Londres.

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Coronavírus

Os temores de uma segunda onda de contágios da Covid-19 já preocupava o mercado de petróleo, sobretudo no que diz respeito à recuperação da demanda.

Diante disso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) enfatizou recentemente a importância do cumprimento total dos cortes na produção.

Assim sendo, o aumento da curva de casos, sobretudo na Europa, elevou as preocupações sobre a demanda por petróleo, que deve demorar para recuperar o patamar pré-crise.

Nesse contexto, a Capital Economics destacou em relatório que uma vacina para a doença poderia melhorar a perspectiva para muitas commodities, “particularmente do petróleo”.

De acordo com a consultoria, quanto mais rápido a vacina for confirmada, melhor para o mercado de petróleo, afinal, sem isso, pode não haver grandes mudanças que afetem a demanda por combustíveis, mostrou a reportagem do Estadão.

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Indicadores nos EUA impactam o mercado de petróleo

Embora a commodity tenha encontrado fôlego e estendido os ganhos das sessões anteriores, o mercado de petróleo sentiu os impactos negativos dos novos pedidos de auxílio desemprego nos Estados Unidos, divulgados hoje.

O salto foi de 4 mil na última semana, totalizando 870 mil e reforçando as dificuldades na retomada do mercado de trabalho nos Estados Unidos.

Por fim, um possível pacote de estímulos fiscais voltou ao radar dos investidores e alimentou o apetite por risco após o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e outros dirigentes da instituição insistirem que a medida é necessária.

Na esteira de uma possível retomada dos debates, o secretário do Tesouro norte-mericano, Steven Mnuchin, avaliou que “algum apoio fiscal é melhor do que nenhum”.

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