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Mercado de petróleo recua com dados ruins dos EUA e da China

Por Fast Trade
16 julho 2020 - 18:15 | Atualizado em 16 julho 2020 - 18:53
Petróleo

Os contratos futuros do mercado de petróleo caíram nesta quinta-feira (16), pressionados por indicadores econômicos fracos na China e nos Estados Unidos.

Assim como o Ibovespa, os índices acionários globais também foram pressionados pelos dados, que alimentam temores de que a retomada da economia pode ser freada.

Primeiramente, o WTI para agosto recuou 1,09%, a US$ 40,75 por barril, após ter atingido o nível de fechamento mais alto desde 6 de março. Do mesmo modo, o Brent para setembro fechou em queda de 0,95%, cotado a US$ 43,37 por barril na ICE, em Londres.

A cautela do mercado de petróleo começou cedo, após uma queda inesperada no indicador de vendas do varejo chinês para o mês de junho.

Além disso, pesou na queda da commodity o fato de a China estar reduzindo suas compras de petróleo, segundo analistas da RBC Capital Markets. “Os enormes programas de compras chinesas provaram ser uma válvula de escape necessária para os saldos globais de petróleo”, avaliaram os profissionais.

Em contrapartida, o PIB chinês avançou 3,2% no segundo trimestre, acima das expectativas.

Já nos Estados Unidos, o número de pedidos novos de seguro-desemprego não correspondeu as projeções, e vieram um pouco piores do que o esperado. Foram 1,3 milhão de solicitações na semana, acima do 1,25 milhão esperado por economistas consultado pelo “Wall Street Journal”.

Elevação de produção afetará mercado de petróleo

Também contribuiu para o resultado negativo o fato de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) decidir elevar a produção da commodity. Embora os contratos do petróleo tenham subido na véspera, mesmo após o comunicado, o mercado teme que novas medidas de isolamento social comprometam a demanda.

Para o chefe de Pesquisa em Commodities do Commerzbank, Eugen Weinberg, permanecem dúvidas sobre o acordo da Opep+, embora o grupo pareça ter o mercado sob controle.

“Os retardatários realmente implementarão os cortes prometidos? Com que rapidez o cartel poderá reagir se as perspectivas da demanda piorarem novamente?”, questionou.

Por outro lado, Norbert Rücker, chefe de Pesquisa em Economia do banco suíço Julius Baer, avaliou ser “improvável que os medos que ressurgiram da pandemia inviabilizem o passo em direção à normalização do mercado de petróleo”.

Por fim, de acordo com a Fitch Ratings, a redução gradual dos cortes a partir de agosto reflete, de fato, a recuperação da demanda.


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