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Mercado de petróleo fecha em alta após painel da Opep+

Por Fast Trade
18 junho 2020 - 17:07 | Atualizado em 19 junho 2020 - 08:57
Petróleo

O mercado de petróleo recuperou as perdas apuradas na véspera (17), pressionados pelas reservas em nível recorde nos Estados Unidos.

Hoje, funcionários da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sinalizaram que os seus membros acumularam uma taxa de conformidade de 87% em maio, relacionado ao acordo histórico de corte da produção vigente, segundo informou o Valor Econômico.

A medida tem como propósito compensar a menor demanda global pela commodity, enquanto a maior parte do mundo ainda enfrenta a pandemia do coronavírus. Além disso, o cartel indicou no painel da Opep+ que pressionará alguns membros, incluindo o Iraque, a cumprir um grau ainda maior nas próximas semanas, ainda de acordo com o Valor Econômico.

O painel também pressionou o Cazaquistão por maior adesão aos cortes e voltará a se reunir em 15 de julho.

Em entrevista à Bloomberg, o ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, disse que “ainda há muita incerteza sobre o ritmo da retomada” na demanda. Embora o mercado de petróleo esteja se segurando, os temores de uma segunda onda de contágio do coronavírus refletem nas negociações.

Segundo Novak, Moscou irá monitorar de forma regular a implantação da iniciativa, cobrando que os países reiterem seu compromisso “e façam sua parte”.

A notícia animou os touros do petróleo e, com isso, a referência global (Brent) para agosto valorizou 1,96%, a US$ 41,51/barril. Ontem, o Brent para o mesmo mês havia declinado 0,61%, cotado a US$ 40,71/barril na ICE, em Londres.

Os contratos do WTI para julho valorizaram ainda mais (+2,31%) e chegaram a US$ 38,84/barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York. Na véspera, a referência declinou 1,09%, cotado a US$ 37,96. O WTI segue tentando romper a marca dos US$ 40/barril.

Combustíveis e o mercado de petróleo

O mercado tenta reacender o rali da commodity, concentrando-se nos sinais de que a demanda por combustível pode estar melhorando, à medida que os mercados se mantém na estratégia de reabertura, apesar das crescentes preocupações sobre a segunda onda da Covid-19.

Produção de petróleo

Segundo a Agência de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês) do Departamento de Energia dos Estados Unidos, a produção de petróleo local na semana passada foi a menor desde 2018. Na avaliação do Valor Econômico, isso indica que o setor petrolífero segue enfrentando um excesso de oferta sem precedentes, mesmo após o abrandamento da quarentena.

A produção diária caiu 600 mil barris, para 10,5 milhões de barris. Por fim, os estoques de petróleo atingiram patamar recorde, de mais de 539 milhões de barris.


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