Mercados

Mercado de capitais: ofertas de ações somam R$ 5,8 bi em janeiro

Por Fast Trade
12 fevereiro 2021 - 17:00 | Atualizado em 12 fevereiro 2021 - 18:42
oferta inicial de ações

Destaque no mercado de capitais, as ofertas de ações movimentaram R$ 5,8 bilhões no primeiro mês do ano, saldo que responde por 30,5% do total de emissões no mercado de capitais em janeiro (R$ 19 bilhões).

Nesse sentido, o volume consolidado representa alta de 20,7% em relação a janeiro do ano passado, mostra o Boletim de Mercado de Capitais.

De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os follow-ons, também conhecidos como ofertas subsequentes, se destacaram entre as operações de renda variável e movimentaram R$ 5,3 bilhões do total.

Em segundo lugar, as ofertas iniciais de ações (IPOs) somaram R$ 486 milhões no período. Além disso, esse número pode crescer nos próximos meses.

Isso porque, conforme apurou a Anbima, 42 novos IPOs já estão sendo analisados.

Para o vice-presidente da instituição, José Eduardo Laloni, essa fila de emissões “mostra que a alta no mercado de ações” verificada em 2020 pode continuar ao longo do ano corrente.

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Fundos de investimento se destacam no mercado de capitais

Janeiro também foi um mês de forte desempenho para os fundos de investimento, que responderam por 54,2% do volume total.

De acordo com Laloni, essa performance “foi importante para manter o mercado de renda variável aquecido em 2020”.

Segundo ele, o movimento foi impulsionado por juros baixos, “que incentivam a procura por papéis com maiores oportunidades de retorno”.

Vale destacar que a Selic, juros básicos da economia, foi reduzida ao menor patamar da sua história no ano passado.

Na sequência, os investidores estrangeiros e institucionais foram os maiores interessados na compra das ações (25,5% e 18,7%, respectivamente).

Assim também, os fundos imobiliários performaram em terreno positivo. No mês passado, os FIIs movimentaram R$ 4,1 bilhões.

O montante representa um crescimento de 74,5% ante o verificado em janeiro de 2020, quando os fundos imobiliários captaram R$ 2,4 bilhões.

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Renda fixa

Já na renda fixa, as captações com debêntures totalizaram R$ 4 bilhões no mês passado, queda de 37,2% na comparação anual.

Do mesmo modo, o desempenho dos CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) recuaram em janeiro de 2021 frente ao mesmo mês de 2020.

No total, os CRIs captaram R$ 1,2 bilhão, enquanto os CRAs movimentaram R$ 200 milhões, contra R$ 2,3 bilhões e R$ 1,1 bilhão, respectivamente, em janeiro de 2021.

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