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Mercado de capitais: Ibovespa é a Bolsa que mais se valorizou no rali mundial

Por Fast Trade
20 julho 2020 - 07:00 | Atualizado em 20 julho 2020 - 07:30
saldo positivo do Ibovespa

O Índice Bovespa foi o que mais se valorizou no mercado de capitais em meio à retomada da economia global, afetada pela pandemia do coronavírus. Em dólar, o Ibovespa avançou 30,6% desde 22 de maio, quando ganhou tração e assumiu uma trajetória mais firme, até romper os 102 mil pontos.

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De acordo com o Valor Data, apesar do rali, o Ibovespa segue com o pior desempenho entre seus pares no acumulado de 2020. Também levando em consideração a contabilização em moeda americana, a queda é de 32,98% para o Ibovespa, seguida da Bolsa do México (-29,99%).

Em contrapartida, a Nasdaq, do Estados Unidos, sobe 17,06% na mesma base de comparação.

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Por outro lado, a Bolsa brasileira se descolou dos seus pares do mercado de capitais a partir do fim de maio, diante do impulso proporcionado pelo excesso de liquidez, mas também pelas taxas de juros baixas, conforme os dados elaborados pelo Valor. Enquanto o Ibovespa subiu 30,6%, no México seu principal índice recuperou apenas 2,64%.

Por fim, considerando o fechamento da última sexta-feira (17), as Bolsas da Índia (+22,39%), África do Sul (+18,52%) e China (+16,52%) tiveram um desempenho melhor.

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‘Retomada do mercado de capitais tem sido muito intensa’

Na avaliação do Itaú BBA, a retomada do mercado de capitais em sido muito intensa. Para o diretor executivo de mercados globais e tesouraria da instituição, Christian Egan, a perspectiva é que o segundo semestre seja ainda mais aquecido.

O executivo sugere que o mercado doméstico acompanhará muitas aberturas inicial de ações (IPO), bem como muitas emissões de ações de empresas já listadas (“follow-on”).

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Conforme reportagem do Estadão, Egan sugere que há 40 transações que poderão ser precificadas no mercado de capitais entre setembro e outubro. Essas operações têm potencial de movimentar cerca de R$ 60 bilhões, segundo ele.

Ele destacou ainda que os investidores estrangeiros estão mais seletivos quanto aos investimentos no Brasil, e que seguem atentos às agendas do governo.

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De acordo com o executivo, o mercado externo monitora a questão fiscal brasileira, mas também o ambiente político e a política ambiental.

Recentemente, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou que os investidores estrangeiros esperam resultados da política ambiental brasileira para retomar os investimentos no Brasil.

Por fim, Egan sugeriu que há perspectivas de crescimento para o mercado de tecnologia, e que o Brasil deve se destacar na agenda de inovação.


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