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Mercado de balcão de commodities cresce frente à volatilidade dos preços à vista

Por Fast Trade
23 junho 2022 - 10:00 | Atualizado em 23 junho 2022 - 12:50
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Diante dos conflitos geopolíticos e das amplas flutuações nos preços das commodities, cresce no Brasil as operações financeiras de produtos brutos no mercado de balcão. De acordo com os dados da B3, o volume de transações em aberto entre janeiro e maio de 2022 foi de R$ 54,76 bilhões, ante os R$ 35,67 bilhões no mesmo período em 2021. O indicador registrou R$ 25,72 bilhões nos cinco meses de 2020.

As operações são usadas pelos produtores de commodities, bem como pelas empresas que usam os produtos como insumos. A ferramenta funciona como uma proteção (hedge) contra as pressões inflacionárias num cenário de maior incerteza.

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Segundo dados apurados pelo Citi por meio de referenciais da B3, as operações no mercado de balcão com petróleo avançaram 2.170% no ano até maio. Ao mesmo tempo, as transações com nível tiveram salto de 927%. Outros destaques ficaram com o cobre, a soja e o alumínio que tiveram alta de 99%, 68% e 23% respectivamente.

No caso do petróleo, uma fração das operações é em virtude de avanço no programa de desinvestimento da Petrobras nos últimos anos. As novas empresas que compram os campos utilizam a ferramenta como uma proteção a fim de manter a liquidez nas operações. Nesse tipo de negócio, não há a necessidade das empresas disponibilizarem margem inicial.

Commodities metálicas e evolução do mercado de balcão

Marco Antonio Dias, diretor das mesas de vendas do Citi Brasil, cita que as commodities metálicas também são muito procuradas. De acordo com ele, como várias indústrias usam os metais na cadeia de produção, então elas buscam proteção contra a oscilação dos preços à vista.

“Mas outras companhias, como algumas produtoras de commodities metálicas, não realizam a operação pois acreditam que o investidor, ao comprar seus papéis, busca fazer parte da volatilidade das matérias-primas”, ressalta Dias.

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O diretor do Citi explica que o hedge cambial já é uma prática adotada no Brasil como proteção, mas que as operações com commodities estão começando a crescer agora. O mercado dos produtos é mais complexo, exige mais estudo e, por isso, demora mais a se desenvolver.

“O Brasil é um polo de produção de commodities e, consequentemente, o país da América Latina com maior volume de negociação no mercado de balcão. São mais de 20 produtos apenas no nosso portfólio. O que vemos é que, do ponto de vista de maturidade das empresas, ainda há espaço para evolução.”

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