Economia

Mercado confia em retomada da consolidação fiscal no próximo triênio

Por Fast Trade
28 junho 2020 - 09:38 | Atualizado em 29 junho 2020 - 06:59

O mercado está otimista que o governo vai retomar a trilha da consolidação fiscal já no próximo ano e manter nos dois anos seguintes.

De acordo com a nota informativa da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, o mercado acredita que as medidas fiscais emergenciais para combater os efeitos da pandemia do coronavírus ficarão restritas a 2020.

Entre abril e junho (2021), a estimativa mediana do mercado para o gasto total do governo central está em R$ 1,516 trilhão. Nesse contexto, a previsão declinou 0,58% sobre o estimado em abril.

Para 2022, o recuo foi maior (-1%) para a mesma base de comparação. No total, o governo central deve gastar cerca de R$ 1,56 trilhão.

Por fim, o recuo na expectativa da despesa esperada para 2023 chegou a -1,34%, que agora está em R$ 1,615 trilhão.

Em contrapartida, os agentes do mercado indicam uma forte credibilidade na condução do processo de consolidação fiscal nos próximos três anos (2021, 2022, 2023).

Assim sendo, a expectativa é que não haja gastos extraordinários em decorrência da pandemia, “refletindo a credibilidade da política fiscal”, segundo a SPE.

Confira o Prisma Fiscal/SPE – Expectativa da Despesa Total do Governo Central para o período 2021 a 2023 na íntegra.

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