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Mau humor externo pressiona e Ibovespa segue viés negativo

Por Bruna Santos
18 dezembro 2018 - 08:29
O início dos negócios na B3 na abertura desta quarta-feira 2 de maio

Muito pressionado pelo cenário externo, o Ibovespa encerrou o pregão de ontem apurando queda de 1,20%, a 86.399 pontos. Mesmo com o volume alcançando boa margem percentual, o índice perdeu o fundo intermediário que havia consolidado em 86.720, evidenciando um viés negativo para o curtíssimo prazo. O desempenho sugere que haverá uma correção para os próximos dias, porém, o índice deverá confirmar o movimento perdendo o fundo cravado em 85.583, segundo análise de Rafael Ribeiro do Infomoney.

Uma vez anulada a linha de tendência de alta, o Ibovespa seguirá no caminho rumo ao fundo intermediário em 84.030, por onde passa a média móvel de 72 dias, tendo como alvo principal o último topo rompido em 81.792. Ribeiro afirma que este cenário somente sofrerá reversão caso o índice volte a operar acima de 87 mil e ganhe impulso para superar a primeira faixa de resistência em 88.185, engatilhando um novo viés de alta de curto prazo.

Considerando as perdas acentuadas nos mercados em Wall Street, na Ásia e na Oceania, a previsão para hoje é de uma sessão negativa para o Ibovespa, que tende a acompanhar o cenário externo e refletir a nuance das variáveis domésticas. Devido à força mostrada nos últimos dias, o índice brasileiro deve oscilar com perdas, mas não deve acentuá-las, mantendo-se com operações acima da faixa de 85 mil.

Mercado acionário dos EUA

Em Wall Street, as Bolsas de Nova Iorque acentuaram as perdas na reta final e fecharam o pregão desta segunda em forte queda, se distanciando do famigerado “rali de fim de ano”. Os índices S&P 500 e Nasdaq Composto atingiram o menor patamar dos últimos 13 meses, com os investidores demonstrando ansiedade pela decisão da política de juros do Fed. Todos os 11 setores que compõem o S&P 500 tiveram perdas, porém alguns índices sofreram baixas superiores a 3%.

O Dow Jones recuou 2,11%, o S&P 500 teve redução de 2,08% e o Nasdaq Composto cedeu 2,27%. Os três principais índices estão operando no território de correção, acumulando quedas expressivas desde o alcance da última faixa de máximas. No total, o Dow Jones desvalorizou 10,17%, o S&P 500 caiu 13,13% e o Nasdaq Composto declinou 16,72%. O Russel 200, um índice que engloba ações de empresas de menor capitalização, também teve perdas de 2,02% na sessão, entrando de vez no “bear market”.

Segundo Timothy Chubb, presidente de investimentos da Univest Wealth Management, crescem os temores sobre o aumento da taxa de juros na economia norte-americana e os investidores estão menos confiantes na direção das políticas monetária e comercial adotadas pelo governo dos EUA. Isso explica o porquê do recuo tão intenso nos mercados e o aumento do sentimento de aversão ao risco que predominou nos últimos pregões.

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