Política

Maia defende harmonia entre Poderes

Por Bruna Santos
27 maio 2020 - 06:41 | Atualizado em 27 maio 2020 - 08:15

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a preservação da harmonia entre os Poderes é um pilar fundamental da democracia.

Em pronunciamento, o parlamentar convidou a todos para uma “pacificação dos espíritos”, em prol da convivência, no momento em que a política vive uma crise. “Vigilantes, e desarmados de preconceitos de qualquer ordem, temos que trabalhar pelo Brasil”, disse, ao iniciar a sessão do Plenário na véspera (26).

De acordo com ele, “a construção e a preservação da democracia exigem esforços diários, vigilância intensa e transparência”.

O deputado, que cobrou maturidade para manter um diálogo construtivo entre as instituições e para com a sociedade brasileira, sem citar políticos ou órgãos específicos, defendeu que “a quarentena, o isolamento social, não são os culpados por derrubar a economia” e que “quem derruba a economia é o vírus”.

Segundo Maia, o pronunciamento nasceu do coletivo da Casa porque “o momento se impôs”.

Posteriormente, o líder do PP na Câmara, Arthur Lira (AL) elogiou o discurso do presidente da Casa. Lira é dos expoentes do Centrão e afirmou que Maia propagou a tese que seu partido “defende há muito tempo”, com uma condução “republicana” e “equilibrada”.

Ele enalteceu as “alianças de boa-fé”, em referência à recente aproximação entre o Centrão e o presidente da República, Jair Bolsonaro.

Pronunciamento do presidente da Câmara, Rodrigo Maia

STF defende independência do Judiciário

Enquanto Maia pede pela harmonia entre os Poderes, os ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) defenderam a independência do Poder Judiciário.

Segundo a Agência Brasil, o ministro Celso de Mello e a ministra Cármen Lúcia se manifestaram sobre críticas e ameaças ao trabalho da Corte.

Em dado momento, Mello chegou a afirmar que “sem um Poder Judiciário independente não haverá liberdade nem democracia”.

A declaração foi feita dias após a decisão do decano da Corte de divulgar o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril ter sido classificada pelo presidente Jair Bolsonaro como abuso de autoridade.

O material foi citado pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro como prova no inquérito que investiga a suposta tentativa interferência de Bolsonaro no comando da Polícia Federal.

Na reunião, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, sugeriu a prisão para ministros do Supremo Tribunal Federal.

Mello é o relator da ação que aguarda posicionamento do procurador-geral da República, Augusto Aras, responsável por decidir se apresenta ou não denúncia à Justiça.


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