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Maia cometeu corrupção, falsidade ideológica e lavagem, diz relatório conclusivo da PF

Por Pablo Vinicius Souza
27 agosto 2019 - 10:20 | Atualizado em 06 janeiro 2021 - 18:58
Câmara vota destaques da reforma da Previdência

A Polícia Federal enviou ao STF as conclusões de um inquérito sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

No documento, a PF diz que Maia e o pai dele, o ex-prefeito do Rio e vereador César Maia (DEM), cometeram uma série de crimes.

De acordo com a Polícia Federal, há “elementos concretos e relevantes” que vinculem Maia (DEM-RJ) a corrupção passiva, por exemplo.

Ambos teriam cometido o crime ao pedir e receber contribuições indevidas do grupo em 2008, 2010, 2011 e 2014.

Além disso, o parlamentar está sendo vinculado a lavagem de dinheiro, falsidade ideológica eleitoral e caixa dois no âmbito das investigações que envolvem a delação da Odebretch.

Desse modo, as conclusões do inquérito foram encaminhadas ao relator no Supremo, ministro Edson Fachin.

Ele submeteu à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, um prazo de 15 dias para decidir denunciar Maia, o pai dele e outras três pessoas que a PF sugeriu o indiciamento ou pedir pelo arquivamento do caso.

A notícia tem potencial de gerar mais ruídos políticos, já que Maia foi um dos principais nomes na articulação da aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.


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