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Magazine Luiza divulga prejuízo de R$ 161 milhões no 1T22; analistas mantêm visão neutra

Por Fast Trade
17 maio 2022 - 15:28 | Atualizado em 17 maio 2022 - 16:31
Magazine Luiza CBA

O Magazine Luiza (MGLU3) divulgou um prejuízo líquido de R$ 161,3 milhões no primeiro trimestre de 2022, revertendo o lucro de R$ 258,6 milhões contabilizado no mesmo período do ano anterior. De acordo com a empresa, o desempenho foi influenciado pelo aumento das despesas financeiras no trimestre.

Ao mesmo tempo, o resultado financeiro líquido aprofundou as perdas em 147,8%, enquanto as despesas financeiras somaram R$ 422,1 milhões. No relatório, a varejista explicou que “as despesas aumentaram 2,7 pontos percentuais, devido ao aumento da taxa de juros na economia brasileira ao longo do ano”.

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De janeiro a março, o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 339,5 milhões, o que equivale a uma baixa de 51,2%. A margem Ebitda atingiu o patamar de 6,1% no período. Em contrapartida, o Ebitda ajustado veio acima do previsto, somando R$ 434,2 milhões.

No trimestre, as vendas totais subiram 13,2%, somando R$ 14,124 bilhões. Desse modo, o e-commerce teve um crescimento de 16% e alcançou o valor de R$ 10 bilhões, sendo que, as vendas no market place subiram 50%, no montante de R$ 3,6 bilhões.

Ao mesmo tempo, o comércio nas lojas físicas subiu 6% em comparação a igual trimestre de 2021, totalizando R$ 4 bilhões. “A tendência de vendas vista em janeiro e fevereiro foi significativamente melhor que no final de 2021 e, em março, o crescimento acelerou ajudado parcialmente pela menor base de comparação” – informou o comunicado da companhia.

1T22 Magazine Luiza: Avaliações e projeções para os resultados

Na visão da XP, os números da varejista foram díspares, com crescimento pressionado pelos desafios do cenário macroeconômico. Além disso, os analistas Danniela Eiger, Gustavo Senday e Thiago Suedt afirmaram que a aquisição da Kabum! impulsionou as vendas diretas nos canais digitais em 3%.

A expansão da margem bruta foi o principal destaque para a corretora, devido ao repasse de preços e crescimento nas receitas de serviços. E a projeção é que o incremento nas margens continue nos próximos meses, apesar de enfrentar desafios frente ao declínio na demanda por bens duráveis. Por esse motivo, a XP tem recomendação “neutra” para as ações da empresa, com preço-alvo de R$ 12.

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Já o Citi continua enxergando perspectivas bastante desafiadoras, sobretudo, porque os analistas acreditam que as despesas operacionais devem continuar aumentando. Embora o marketplace esteja se desenvolvendo, a dívida líquida da Magazine também subiu de R$ 2,7 para R$ 4,9 bilhões no período. Por isso, o banco manteve a recomendação de “neutra” para os papéis, no preço-alvo de R$ 6,30.

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