Economia

Leilões de infraestrutura serão mantidos apesar da pandemia

Por Bruna Santos
11 maio 2020 - 16:00 | Atualizado em 11 maio 2020 - 17:11
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O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, confirmou pela manhã que o governo mantém inalterada a agenda dos leilões referente a concessão de ativos no setor previstos para 2020.

Assim sendo, nem mesmo a crise causada pelo novo coronavírus afastou as perspectivas de continuidade, segundo ele. Freitas afirmou em videoconferência com investidores do Grupo GRI que a manutenção da data dos leilões é “importante para afastar a nuvem de incertezas”.

Recentemente, ele já havia confirmado o interesse de investidores nos terminais de celulose de Santos, assim como na Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol).

Conforme a nota divulgada pela pasta, o andamento dos processos atualmente “segue o cronograma estabelecido e há condições para que os certames ocorram no prazo”.

De acordo com o cronograma estabelecido para os leilões de infraestrutura, o primeiro certame deve ocorrer no segundo semestre, em 28 de agosto. “Não paramos nenhuma atividade dos nossos projetos de concessão”, disse o ministro.

Ele lembrou ainda que, até 2022, serão concedidos projetos que demandarão mais de R$ 239 bilhões em investimentos privados no decorrer dos próximos 30 anos.

Embora o coronavírus não seja um empecilho para o desenrolar das atividades, o governo deve “reequilibrar” os contratos de concessões por causa de seus efeitos. Assim, a revisão ocorrerá em todas as áreas – aeroportos, portos e rodovias –, mas somente nos problemas diretamente relacionados com a pandemia.

Medidas de recuperação guiadas pelo setor de infraestrutura

Os mercados sentiram o efeito negativo da “segunda onda” do novo coronavírus ao mesmo tempo que a liberação das atividades se intensificou em lugares como a França, por exemplo.

Em decorrência disso, as Bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda. Destaque para o índice Stoxx 600, que fechou o pregão com queda de 0,39%, em 339,70 pontos.

Do mesmo modo, o mercado interno vive um dilema sobre o afrouxamento das medidas de distanciamento social. Nesse sentido, o ministro Tarcísio Gomes de Freitas falou na videoconferência sobre as ações da pasta para reduzir os impactos da pandemia no setor.

Além de operar em conformidade com o Ministério da Saúde, especialmente sobre a logística de importação de EPIs e a construção de hospitais de campanha, o ministro da Infraestrutura citou o Conselho Nacional de Secretários de Transportes (Consetrans), que tem como propósito articular com governos estaduais para manter a logística funcionando.


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