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JPMorgan bate consenso após liberar mais provisões; ação sobe

Por TradersClub
13 outubro 2021 - 09:47 | Atualizado em 13 outubro 2021 - 11:58
JPMorgan

São Paulo, 13 de outubro – JPMorgan superou as expectativas de lucros e receitas no terceiro trimestre, após o maior banco comercial dos Estados Unidos liberar US$1,5 bilhão em provisões montadas no ano anterior para lidar com o impacto econômico da pandemia do coronavírus.

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O banco liderado pelo legendário executivo Jamie Dimon reportou lucro líquido de US$3,74 por ação, ante estimativa de US$2,99 no consenso TC. A receita ajustada total do JPMorgan no trimestre atingiu US$30,44 bilhões, ante consenso de US$29,7 bilhões. Os resultados do banco novaiorquino, os primeiros na atual safra de balanços, eram altamente esperados pelos investidores como um termômetro da indústria em meio a um fraco avanço dos empréstimos.

Por trás do resultado está a liberação de US$2,1 bilhões em provisões brutas e o reporte de US$524 milhões em baixas líquidas entre julho e setembro. “Liberamos essas provisões à medida que as perspectivas econômicas mostraram e continuam a mostrar uma melhora e os nossos cenários se adaptam a essa visão”, disse Dimon em comunicado.

Desempenho do JPMorgan

A ação do JPMorgan avança 30% no ano, mais do que o dobro do índice S&P500. O investidor espera que, além do JPMorgan, Bank of America, Goldman Sachs, Morgan Stanley, Citigroup e Wells Fargo reportem aumento significativo na demanda e desembolsos por empréstimos – ponto visto como o único para sustentar o bom momento do setor.

O papel acelerava alta para 0,31% no pré-mercado em Nova York, por volta das 8h30. No entanto, a margem financeira, que é a receita que o JPMorgan obtém por empréstimos e operações de tesouraria, atingiu US$13,2 bilhões no trimestre, em linha com o consenso. O banco reportou queda nos desembolsos de empréstimos de 2% na base anual e de 1% na base trimestral, colocando a culpa em repagamentos hipotecários acima do normal.

A receita no banco de varejo para pessoas físicas caiu 3% na base anual, disse o comunicado. Consumidores e empresas estão com saldos em excesso graças aos estímulos governamentais contra a pandemia, pagando antecipadamente as parcelas de créditos e cartões e, portanto, solicitando menos empréstimos. Dimon disse em abril que a demanda por crédito continuaria “desafiadora” neste ano.

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Os números de assessoria financeira, incluindo receitas de tesouraria para renda fixa e variável, superaram as estimativas no consenso TC. Excluindo o impacto da liberação e de benefícios fiscais, o lucro líquido do banco teria sido de US$9,6 bilhões no terceiro trimestre, e não de US$11,69 bilhões.

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