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IPO da Raízen deve levantar R$13 bilhões e pode ser uma das maiores da história

Por Fast Trade
30 março 2021 - 16:12 | Atualizado em 30 março 2021 - 17:50
oferta inicial de ações

A oferta pública inicial de ações (IPO) da Raízen pode ser uma das maiores da história do mercado de capitais brasileiro, segundo a Reuters.

Nesse sentido, a empresa formada pela joint venture entre a Cosan e a Royall Dutch/Shell Raízen será a quarta maior empresa em receita no Brasil, perdendo apenas para Petrobras, Vale e JBS.

Na condição de maior produtora mundial de açúcar, a Raízen deve movimentar cerca de R$13 bilhões com a oferta, superando os R$11,5 bilhões arrecadados pela Rede DO’r. Estimando que a companhia negociará um múltiplo de 10x o Ebitda, seu valor de mercado será de R$90 bilhões.

Considerando que a sua controladora Cosan vale R$42 bilhões na B3, é provável que o papel assuma uma longa trajetória de valorização.

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A companhia mantém duas linhas principais de negócios: a Raízen Energia, que trabalha com a produção e a comercialização de açúcar e etanol; e a Raízen Combustíveis, que vende combustível para os 6,2 mil postos da Shell.

Desse modo, a IPO é apenas uma parte da estratégia global de Rubens Ometto, o presidente da Cosan, que deseja listar todas as companhias operacionais do grupo. Além disso, ele pretende utilizar os recursos obtidos com a oferta para acelerar a expansão no segmento de energia renovável.

Isto porque, a Raízen é a maior produtora de energia renovável do mundo e é uma das poucas empresas que possuem notas de “investment grade”, devido à sua alavancagem de 2x o Ebitda.

Apesar de focar em sua listagem na B3, a companhia deseja atrair investidores internacionais voltados o segmento “EESG”, ou seja, empresas que trabalham com níveis adequados de sustentabilidade e impacto social.

Instituições financeiras que vão coordenar a IPO da Raízen

Segundo pessoas próximas ao núcleo gestor da Raízen, algumas instituições financeiras que vão coordenar a oferta pública inicial foram escolhidas. Assim, o BTG Pactual, o Bank of America, o Citi e o Credit Suisse são os nomes responsáveis por organizar a operação.

Acima de tudo, a companhia pretende se listar apenas no Brasil e planeja concluir a oferta entre junho e julho deste ano. Ademais, a Raízen é uma das empresas interessadas em comprar a refinaria da Petrobras localizada no Paraná, a Repar.

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