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IPC da Fipe sobe 0,44% na 3ª quadrissemana de novembro; PIB dos EUA, Livro Bege e outros

Por Bruna Santos
27 novembro 2019 - 11:04
Nossa agenda local de indicadores econômicos tem como destaque a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio de setembro do IBGE.

Em nossa agenda local de indicadores econômicos, é o IPC da Fipe, também conhecido como medidor da inflação na cidade de São Paulo, o maior destaque.

O IPC da Fipe avançou 0,44% na terceira quadrissemana deste mês, mostrando uma aceleração frente à alta de 0,26% registrada na quadrissemana anterior.

Além disso, a FGV publica nesta manhã a sondagem da indústria, seguida pelo Banco Central que publicará o estoque e a variação de crédito do sistema financeiro, assim como a taxa de inadimplência da pessoa física.

No exterior, os Estados Unidos divulgam a tão aguardada segunda leitura do PIB relacionada ao terceiro trimestre de 2019.

Em paralelo, saem as encomendas de bens duráveis e pedidos de auxílio-desemprego e, mais tarde, o índice ISM/Chicago de atividade econômica, seguido pelo núcleo da inflação americana (PCE) e as vendas de imóveis pendentes. A partir das 16h, o Livro Bege será publicado.

No continente asiático, o lucro das indústrias chinesas contraiu 9,9% no mês de outubro, acelerando a queda na comparação com o mês anterior, quando o índice registrou -5,3%.

O resultado, inclusive, representa o menor nível em oito meses, puxado pela queda nos preços e exportações de produtos.

A quarta-feira promete ser mais tranquila no panorama internacional com os sinais de que um acordo entre EUA e China será realizado logo (na primeira fase). Com isso, os investidores ficam de olho nos dados reportados ao longo do dia, como o PIB e gastos com consumo, mas já com a liquidez reduzida devido ao feriado de Dia de Ações de Graças amanhã.

A fala de Paulo Guedes de que o dólar ficará num patamar mais alto, não agradou, o que levou o Banco Central a intervir duas vezes no câmbio de modo a evitar que a moeda ultrapasse a barreira dos R$ 4,30. A ação e fala do presidente do BC pode ter deixado algum questionamento sobre o alinhamento entre os dois, mas na verdade, Campos Neto fez o que já estava sinalizando há tempos. Para ele, há a separação entre a política monetária que visa manter a inflação sob controle (e que não usa o câmbio como instrumento), e outra é a política cambial utilizada para dar liquidez ao mercado. Apenas intervirá quando notar que o mercado está disfuncional e não de que a cotação do dólar está alta ou que isso seja um problema. Além disso, aproveitou para sinalizar que o nível das reservas internacionais está alto (que poderá ser utilizada para segurar a moeda, como feito ontem). Portanto, foi certeiro na fala e o dólar deve reagir hoje com um ajuste para baixo.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos


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