HomeMercados

Investimentos de renda fixa têm 86,5% dos aportes, revela Estado

Por Bruna Santos
21 outubro 2019 - 10:06

Embora a Selic esteja a 5,50% ao ano, o investidor brasileiro não parece disposto a abandonar a segurança da renda fixa.

O levantamento é da Planejar, entidade que certifica os planejadores financeiros, produzido com exclusividade para o ‘Estado’.

Dos quase R$ 6 trilhões aplicados no Brasil, 86,5% estão alocados em produtos conservadores atrelados aos juros básicos da economia.

Entre os principais destinos de investimentos mais conservadores estão a caderneta de poupança (15,82% dos recursos da renda fixa) e a previdência privada (aberta e fechada), com 32,44%.

A pesquisa, segundo informou o Estado, cruzou informações fechadas do mês de agosto e coletadas na B3, Anbima, Tesouro Nacional, Banco Central e Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho.

Para o planejador José Raymundo de Faria Júnior, a pesquisa indica uma concentração de investimentos em produtos que, atualmente, oferecem margens muito estreitas de rentabilidade.

Por fim, as debêntures, que levaram anos para cair no gosto dos investidores brasileiros, também estão sendo afetadas pela queda na taxa básica de juros.

De acordo com o Estadão, os prêmios, que junto com o CDI ou as NTN-Bs, compõem as taxas de remuneração dos papéis, não estão mais compensando a redução nos juros básicos.

“Os investidores estão desacelerando a compra de debêntures e indo para ativos mais interessantes, como fundos imobiliários e de ações”, disse o sócio-diretor do ModalMais, Ronaldo Guimarães.


Sobre o autor