Economia

Intenção de Investimentos tem tombo histórico no segundo trimestre

Por Fast Trade
13 julho 2020 - 07:09 | Atualizado em 13 julho 2020 - 09:01

Medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o Indicador de Intenção de Investimentos despencou no segundo trimestre de 2020, chegando ao seu menor nível.

De acordo com o economista da FGV/Ibre, Rodolpho Tobler, a queda impressionante do indicador que mede a disseminação do ímpeto de investimento entre as empresas, cuja série teve início em 2012, é mais um dos inúmeros reflexos da pandemia do novo coronavírus na economia brasileira.

Conforme mostrou a publicação da instituição, que antecipa as tendências econômicas, dos quatro setores pesquisados, todos declinaram na comparação com o trimestre anterior.

Por sua vez, Tobler ressaltou que a coleta de dados referentes ao 1° trimestre foi encerrada momentos antes da disseminação do vírus no país. Assim sendo, a maior queda apurada no segundo trimestre e menor nível foram observados na Indústria, de 63,2 pontos e 56,3 pontos, respectivamente.

Esta também é a primeira vez na série histórica, iniciada em 2016 nos demais segmentos, que o menor patamar não foi atribuído à Construção. Além disso, este foi o único setor que não bateu sua mínima histórica, segundo a FGV.

Anteriormente, o mínimo dos demais setores foi apurado ao final da recessão de 2014-16 (4T2016), e era pelo menos 25 pontos superior ao registrado agora. Neste contexto, a Fundação Getulio Vargas ponderou que o Indicador de todos os setores ficou abaixo dos 100 pontos pela primeira vez na história.

Isso quer dizer que a proporção de empresas que preveem um aumento no volume de investimentos produtivos nos próximos 12 meses não supera a dos que projetam redução, o que corresponde à análise de Tobler.

“Considerando o patamar historicamente baixo e a elevada e persistente incerteza no país, fica difícil imaginar um cenário de recuperação completa do indicador no curto ou médio prazo”, disse ele sobre a intenção de investimentos.

Incerteza em relação aos investimentos

A FGV/Ibre mostrou ainda que a proporção das empresas industriais e de serviços incertas sobre os investimentos nos próximos 12 meses foi recorde. Segundo a publicação, a porcentagem para cada seguimento no segundo trimestre equivale a 49,5% e 66,5%, respectivamente.

Ademais, comércio (41,1%) e construção (65,9%) permaneceram abaixo do máximo histórico observado no segundo trimestre de 2016. No caso da construção civil, abril, maio e junho marcou queda na produção e nas vendas de insumos para o segmento, assim como no contingente de empregados no setor.

Por fim, acesse o press release sobre o indicador da Intenção de Investimentos.


Sobre o autor