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Inflação para famílias de baixa renda fica em 0,49% em fevereiro, diz FGV

Por Eloiza Amaral
07 março 2019 - 12:04
Monitor do PIB recua 0,4% em fevereiro, diz FGV

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou nesta quinta-feira (7), por meio do Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que a inflação das famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos ficou em 0,49% em fevereiro, isso representa uma redução de 0,12 ponto percentual ante janeiro.

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Desta forma, o indicador passou a acumular alta de 1,10% em 2019 e 4,81% nos últimos 12 meses. Em 2018, o IPC-C1 teve variação positiva de 4,17%,ficando acima da inflação oficial (IPCA).

Já em relação ao IPC-Br, que mede a alta de preços para famílias com renda de 1 a 33 salários mínimos mensais, foi registrado um aumento de 0,35% no último mês, após bater 0,57% em janeiro

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Entre janeiro e fevereiro, quatro das oito classes que compõem o IPC-C1 desaceleraram os resultados, e foram:

Classe

Janeiro

Fevereiro

Transportes

1,84%

0,22%

Educação, Leitura e Recreação

2,00%

-0,24%

Despesas Diversas

0,27%

0,08%

Comunicação

0,01%

-0,05%

Dentro destas classes, os grupos que apresentaram destaque foram a tarifa de ônibus urbano, cursos formais, alimentos para animais domésticos e pacotes de telefonia fixa e internet.

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Agora vamos as categorias que tiveram alta entre um mês e outro:

Classe

Janeiro

Fevereiro

Habitação

0,19%

0,40%

Saúde e Cuidados Pessoais

-0,02%

0,50%

Alimentação

0,84%

0,97%

Vestuário

-0,56%

-0,04%

Vale ressaltar que as diferenças entre o IPC-C1 e o IPC-Br vão além da quantidade de renda utilizada como parâmetro de pesquisa. Como, para famílias mais pobres, a alimentação costuma ter maior relevância dentro do total de despesas, essa classe de despesa tem peso de quase 40% no IPC-C1 contra 27% no IPC-Br. A educação também tem pesos diferentes, sendo de quase 9% na inflação das famílias que recebem até 33 salários mínimos e de 2,5% para os menos abastados.

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Enquanto o IPC-Br é coletado em sete capitais: São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília, o IPC-C1 se limita a apenas quatro, sendo Rio, São Paulo, Recife e Salvador. No entanto, ambos fazem as coletas no primeiro dia útil de cada mês.

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