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Inflação avança 0,75% em março e atinge maior taxa desde 2015

Por Eloiza Amaral
10 abril 2019 - 11:42

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), informou nesta quarta feira (10), que o IPCA do mês de março foi de 0,75%. Com este resultado, o indicador marca a maior taxa para um mês de março desde 2015 (1,32%) e a variação acumulada no ano foi de 1,51%, a maior para o período desde 2016 (2,62%).

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O resultado do IPCA de março sofreu forte influência dos grupos Alimentação e bebidas e Transportes, mas vamos aos resultados:

Alimentação e Bebidas1,37%
Habitação0,25%
Artigos de Residência0,27%
Vestuário0,44%
Transportes1,44%
Saúde e Cuidados Pessoais0,42%
Despesas Pessoais0,16%
Educação0,32%
Comunicação-0,22%

Nos Transportes, após a deflação (-0,34%) de fevereiro, o índice apresentou forte aceleração (1,44%), a maior variação dentre os grupos de produtos e serviços pesquisados. Os combustíveis (3,49%) foram os principais responsáveis pela alta, com a gasolina custando, em média, 2,88% a mais. As variações ficaram entre os -2,47% de Goiânia e os 8,54% da região metropolitana de Fortaleza. Quanto ao etanol, cuja alta foi de 7,02%, novamente Goiânia foi a única área a registrar queda de preços (-4,37%). A maior variação foi de 8,57% na região metropolitana de São Paulo.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, e se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Para o cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 27 de fevereiro a 29 de março de 2019 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de janeiro a 26 de fevereiro de 2019 (base).

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Índice Nacional de Preços ao Consumidor

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (NPC) registrou variação de 0,77%, 0,23 p.p. acima da taxa de 0,54% de fevereiro. Esta também foi a maior taxa para um mês de março desde março de 2015, quando o índice marcou 1,51%.

O INPC se refere às famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.


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