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Indicadores: IPC; pesquisa de serviços; PIB japonês; preços ao produtor e inflação na China

Por Pablo Vinicius Souza
09 agosto 2019 - 08:41
Nossa agenda local de indicadores econômicos tem como destaque a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio de setembro do IBGE.

Em nossa agenda doméstica de indicadores, a Fipe divulgou o IPC da primeira quadrissemana de agosto, indicando alta de 0,14%.

Posteriormente, o IBGE informa ainda a pesquisa mensal de serviços, referente ao mês de junho.

No corporativo, entre os destaques do dia para a publicação do balanço financeiro estão a BRF, Ser Educação e Alpargatas.

Entre os indicadores globais, o mais aguardado pelos Estados Unidos é o Índice de Preços ao Produtor (PPI).

Os preços ao produtor da China recuaram pela primeira vez em três anos em julho (0,3%), de acordo com a Agência Nacional de Estatísticas.

Este resultado estimula as preocupações quanto uma deflação, mas também aumenta a pressão sobre o governo para adotar mais estímulo.

Atualmente a China vive um momento de intensificação na disputa comercial com os Estados Unidos, que levou o PBoC (People’s Bank of China) à decisão de fixar a taxa referência para o yuan a 7,0039 por dólar.

Em contrapartida, a inflação ao consumidor da China acelerou para a máxima de 17 meses no mesmo mês ao subir 2,8% e ficar ligeiramente acima do esperado pela Reuters (2,7%), puxado pelo salto nos preços de carne suína e outras proteínas.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão cresceu 0,4% no segundo trimestre na comparação com os três primeiros meses do ano.

Este resultado está acima do projetado por analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, de alta de apenas 0,1%.

Na Europa, o PIB do Reino Unido recuou 0,2% no segundo trimestre, encolhendo pela primeira vez desde 2012.

A sexta-feira encaminha para fechar a semana sem novidades. Enquanto não há avanços quanto a um avanço em relação à guerra comercial entre EUA e China, os investidores ficam perdidos. Se por um lado, tentam se apegar a qualquer sinal positivo, por outro, não são capazes de sustentar maiores altas devido aos receios, que não são poucos, passando pelo comércio global, guerra cambial e disputas tecnológicas. Realmente, há o que se temer e os impactos não são restritos aos dois países. Por isso, o clima é de tensão e volatilidade (o famoso sobe e desce).

Em uma tentativa de não deixar os mercados sem incentivos, o banco central japonês (que já tem taxas de juros negativas) elevou as compras de bônus de curto prazo. Agora, é esperar o próximo encontro do Fed em setembro para vermos se teremos mesmo mudanças por lá.

Por aqui, a movimentação do mercado local fica influenciada pelas últimas apresentações de resultados corporativos e pela reforma da Previdência e agora, da Tributária também. Mas como o processo é longo, seguimos acompanhando de perto o noticiário político.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos


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