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Indicadores: IPC fica acima das projeções; produção industrial e mais

Por Bruna Santos
03 setembro 2019 - 10:23
Nossa agenda local de indicadores econômicos tem como destaque a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio de setembro do IBGE.

Em dia de agenda doméstica movimentada, a Fipe informou logo cedo que o medidor da inflação de São Paulo, conhecido como Índice de Preços ao Consumidor (IPC), subiu 0,33% em agosto.

Esse resultado ficou acima das projeções de analistas ouvidos pelo Broadcast (variava de altas de 0,23% a 0,32%).

Além disso, é guardado a produção industrial de julho, medido pelo IBGE.

De acordo com o relatório emitido pela Rosenberg Associados, há perspectiva de um início positivo à produção no terceiro trimestre do ano.

Nos Estados Unidos, após o Labor Day, o destaque é a publicação do Índice de Gerente de Compras (PMI) de agosto, pela IHS Markit.

Posteriormente, serão publicados os investimentos na construção e o índice de sentimento industrial (ISM), bem como o PMI Markit/JPMorgan.

O PIB da Coreia do Sul cresceu 2,0% no segundo trimestre em uma comparação anual, segundo o Banco da Coreia.

Na comparação com o primeiro trimestre, o avanço da economia sul-coreana foi mais singelo, de apenas 1,0% no segundo trimestre.

O Banco Central da Austrália (RBA, pela sigla em inglês) decidiu pela manutenção de sua taxa básica de juros na mínima histórica de 1%.

Apesar da decisão, a instituição tornou possível novos cortes nos próximos meses caso o mercado de trabalho se enfraqueça e haja ameaça ao crescimento econômico oriundo de choques globais.

Na Zona do Euro, o índice de preços ao produtor subiu 0,2% em julho ante junho, de acordo com a Eurostat.

O resultado corresponde à previsão de analistas consultados previamente pelo The Wall Street Journal.

Em uma comparação anual, o PPI do bloco também avançou 0,2% no período, conforme projetado pelo mercado.

À noite, saem os dados do PMI chinês, bem como o PIB australiano referente ao segundo trimestre.

Segunda-feira novamente

Após o feriado dos EUA que retirou a liquidez ontem (mas não os receios), hoje o dia será agitado. As tensões entre EUA e China voltam à cena, um impasse para a decisão da data de negociação entre os dois países avança e compromete o otimismo com uma trégua ou resolução mais pacífica. Os chineses ainda acionaram os americanos na OMC, alegando que o governo Trump violou o consenso alcançado pelos dois países no Japão, com a imposição de novas tarifas. A segunda tensão a ser monitorada é no Reino Unido. Há especulações que o primeiro-ministro ministro britânico irá convocar eleições no dia 14 de outubro. Novamente, a chance de uma saída sem acordo, eleva a temperatura, que já fez a libra cair abaixo de 1,20 dólar.

Não só aqui, mas no resto do mundo, o dólar se fortalece. É o porto seguro do investidor cauteloso. Ademais, ontem o dólar buscou novas máximas ante o Real, mesmo em um dia que deveria ser mais calmo. Ao que parece, o BC deverá atuar em meio à pressão que vem sentindo. O mercado testa o uso das reservas. Passando para o Senado, o parecer da reforma tributária deverá ficar pronto até o 20. O prazo é apertado e ainda há a reforma da Previdência.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos


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