Economia

Indicadores econômicos: PMI de Serviços, IPC e mais destaques domésticos

Por Fast Trade
04 fevereiro 2021 - 08:00 | Atualizado em 04 fevereiro 2021 - 10:02
seguro-desemprego

Confira alguns dos principais indicadores econômicos que repercutiram ontem (3).

Em primeiro lugar, a atividade de serviços do Brasil voltou a registrar baixa em janeiro após quatro meses de expansão.

Nesse sentido, o Índice de Gerentes de Compras (PMI), indicou queda no volume de novos negócios e cortes de empregos.

Em meio ao elevado número de casos de Covid-19 no Brasil e, consequentemente, de medidas restritivas à atividade, o PMI de serviços apurado pelo IHS Markit passou de 51,1 em dezembro para 47,0 em janeiro.

Assim sendo, o indicador ficou abaixo da marca de 50, patamar que separa crescimento de contração, pela primeira vez desde agosto do ano passado.

De acordo com a diretora associada de Economia da IHS Markit, Pollyanna De Lima, esses resultados do PMI indicam um cenário negativo para a economia.

Segundo ela, existe risco que a economia brasileira volte a contrair nos três primeiros meses do ano corrente.

Destaca-se, por exemplo, o aumento nos casos de covid que “impactou fortemente o setor privado durante janeiro”, segundo ela.

Ao mesmo tempo, o PMI Composto caiu de 53,5 em dezembro para 48,9 em janeiro, após cinco meses de expansão.

Também se destacou entre os indicadores econômicos o resultado do Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

Responsável por medir a inflação na cidade de São Paulo, o IPC acelerou de 0,79% verificado em dezembro para 0,86% em janeiro.

Por outro lado, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) destacou que o índice perdeu força em relação à alta de 0,92% registrada na terceira quadrissemana do mês anterior.

Como resultado, o índice de Preços ao Consumidor já acumula uma inflação de 6,22% em 12 meses até janeiro.

PMI da Indústria e mais indicadores econômicos

Ontem (3), o cenário doméstico também repercutiu o resultado do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) Composto do Brasil.

Em janeiro, o índice interrompeu o crescimento da produção do setor privado, passando de 53,5 pontos em dezembro para 48,9 pontos.

De acordo com a IHS Markit, a queda do indicador está relacionada com “a combinação de excedente de capacidade e estratégias de redução de custos”.

Ademais, o “aumento de preços em equipamentos de proteção individual (EPI) e itens de higiene se traduziam em um aumento acentuado em despesas gerais”.

Aqui, as despesas foram parcialmente repassadas aos clientes via aumentos nos preços de venda, conforme indica a nota.

Isso significa que apenas o PMI da indústria, divulgado na sessão inaugural da semana, permaneceu acima dos 50 pontos.

Em contrapartida, o indicador desacelerou para seu menor nível desde junho, de 61,5 em dezembro para 56,5 em janeiro.

Por fim, o Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br) disparou 10,55% na passagem de dezembro para janeiro.

Como resultado, o indicador passou de 263,38 pontos para 291,18 pontos, de acordo com a instituição.

Assim também, o BC registrou um avanço de 8,29% do indicador internacional de commodities (CRB) na mesma base de comparação.

A avaliação do Banco Central é que a disparada do IC-Br aconteceu em decorrência do avanço dos três segmentos que compõem o indicador: Agropecuária (+11,34%), Metal (+7,20%) e Energia (+11,24%)

Confira também o movimento de câmbio contratado e a posição de câmbio dos bancos no mercado à vista.

Por fim, continue acompanhando o portal Fast Trade para mais destaques dos indicadores econômicos domésticos.

Antes de mais nada, leia também:

Santander (SANB3; SANB4; SANB11) divulga resultados do 4T20 e mais


Sobre o autor