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Indicadores econômicos: Payroll; IPC-S; produção industrial; PMI; balança comercial e mais

Por Bruna Santos
01 novembro 2019 - 10:28
Nossa agenda local de indicadores econômicos tem como destaque a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio de setembro do IBGE.

Nossa agenda local de indicadores tem a publicação do IPC-S, pela FGV, seguido da produção industrial de setembro, pelo IBGE.

Posteriormente, a Markit publica o PMI de outubro e mais tarde saem os números finais da balança comercial de setembro.

Ontem, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo IBGE trouxe dados da taxa de desocupação no Brasil, que ficou em 11,8% no trimestre encerrado em setembro, o que equivale a 12,515 milhões de brasileiros.

No último dia da semana após uma alta frequência de balanços corporativos, a  Log-In (LOGN3) divulga seus resultados após o encerramento do mercado.

Na China, o PMI de indústria do Caixin/Markit subiu pela terceira vez consecutiva e chegou a 51,7 em outubro.

O resultado frustra as expectativas de economistas consultados pela Reuters, que especulavam uma desaceleração do crescimento a 51,0.

Além disso, o Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) liberou 75 bilhões de yuans (US$ 10,66 bilhões) líquidos através de sua linha de crédito suplementar em outubro.

De acordo com a instituição monetária, a medida foi voltada para três bancos estatais que ajudam a implementar políticas com foco em projetos de infraestrutura.

O BC chinês informou ainda nesta sexta-feira (1) ter concedido 60,09 bilhões de yuans em outubro por meio de seu instrumento de crédito permanente, com o propósito de atender as necessidades de financiamento de curto prazo de instituições financeiras.

Nos Estados Unidos serão divulgados o relatório de emprego local (Payroll) e as taxas de desemprego. Em seguida saem o PMI americano e o ISM – indicador de manufatura.

Apesar do dia mais negativo visto ontem, novembro começou no azul lá fora. Os dados surpreendentes do dado de atividade chinesa acima do previsto, animaram os investidores. Ontem, o PMI oficial frustrou, mas o PMI Caixin manufaturas subiu ao maior nível em 32 meses em outubro, a 51,7, de 51,4 em setembro. O melhor é que esta escalada se deu devido ao aumento dos pedidos de exportação e aumento da confiança dos negócios. Começando novembro com o pé direito. Agora só falta o acordo com os EUA, mas nem temos tanta esperança com isso. Com as eleições norte-americanas no próximo ano, o vaivém das negociações deve se arrastar por mais um longo período.

Por aqui, os investidores também monitoram os dados de produção industrial. Além é claro, do andamento de Brasília. Cada dia é uma nova polêmica envolvendo a família Bolsonaro, por enquanto não temos respingos no andamento da agenda reformista, mas ficamos de olho em qualquer possível impacto no Congresso. O dólar de volta acima dos 4 reais faz com que o BC atue com oferta dólar à vista junto com reverso.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos


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