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Indicadores econômicos: números de emprego; sondagem do comércio; IPC e mais

Por Bruna Santos
25 julho 2019 - 10:20
Nossa agenda local de indicadores econômicos tem como destaque a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio de setembro do IBGE.

Em dia movimentado no âmbito dos indicadores econômicos, o destaque da agenda doméstica são os números de emprego do Caged de junho, divulgados pelo Ministério da Economia.

Posteriormente, a FGV informa a sondagem do comércio de julho e, o Banco Central, o resultado das transações correntes.

O dia reserva espaço para a divulgação do Investimento Estrangeiro Direto e o relatório mensal da dívida pública, pelo Tesouro.

No início do dia, a Fipe informou crescimento de 0,12% no IPC, referente a terceira quadrissemana deste mês.

Lá fora, o departamento do comércio nos Estados Unidos informa as encomendas de bens duráveis de junho.

Ademais, é dia de dados da balança comercial do mesmo período e os dados de auxílio-desemprego, do departamento do trabalho.

Ainda hoje, o Fed Kansas informa, às 12h00, o índice de atividade industrial composta de julho.

Nos indicadores econômicos globais, o Índice de Gerente de Compras (PMI) da Europa e do EUA decepcionaram as projeções.

Este resultado fomenta a expectativa de que o BCE e o Fed podem aliviar, em breve, suas respectivas políticas monetárias.

No âmbito corporativo, é dia de balanço da Ecorodovias, Fleury e Minerva após o fechamento do mercado, e lá fora, com destaque para a Volkswagen, Telefônica e Unilever.

Visão esperançosa

O movimento tão aguardado por investidores de corte de juros deve ser iniciado com o Fed (banco central norte-americano) para logo em seguida ser acompanhado pelos demais bancos centrais ao redor do mundo. Mas hoje, já tivemos a decisão do BCE (europeu) de manutenção da taxa e fala que deverá animar os mercados. Como apontou que a chance de que cortará os juros e que manterá uma política monetáriaexpansionista devido aos dados mais fracos de crescimento – que já começaram a aparecer – é alta, teremos comemoração nas Bolsas por hoje. Mesmo porque, na falta de gatilhos positivos, os investidores têm optado em se prender a indícios de que tudo irá melhorar (vide recordes históricos nas Bolsas americanas) e mais do que isso, que a desaceleração global será passageira e não culminará em uma grande crise.

Em terras tupiniquins, só se fala em crescimento lento e FGTS. A surpresa prometida por Paulo Guedes, o saque-aniversário a partir do ano que vem, não fez os olhos de ninguém brilharem. Mas a injeção deve ser de 42 bilhões de reais – e se tudo caminhar bem – o impacto pode chegar a 0,35 ponto percentual no PIB. Mas é importante destacar que a medida ainda precisa passar pela Câmara e que já tem o apoio de Maia para ocorrer no curto prazo e que apesar de o número não ser dos mais empolgantes, ao menos não irá afetar os financiamentos imobiliários.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos


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