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Indicadores econômicos: IPCA-15 e IPC-S na agenda doméstica; dados corporativos e mais

Por Bruna Santos
23 julho 2019 - 10:28
Nossa agenda local de indicadores econômicos tem como destaque a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio de setembro do IBGE.

Nossa agenda doméstica reserva como destaque a publicação do IPCA-15, referente ao mês de julho, que será divulgado pelo IBGE.

Posteriormente, a Receita Federal informará o resultado da arrecadação de tributos federais, assim como as contribuições previdenciárias de junho.

Mais cedo, a FGV informa o IPC-S.

Lá fora, os Estados Unidos divulgam o índice de atividade regional do Fed de Richmond, bem como as vendas de moradias usadas de julho.

Ao final do dia, o mercado investidor aguarda os dados de estoques semanais de petróleo (gasolina e destilados).

Na Zona do Euro, a Comissão Europeia informa nesta manhã, o índice de confiança do consumidor referente a julho.

À noite, a IHS/Markit publica o índice de gerente de compras (PMI) preliminar do Japão, também referente a julho.

Ademais, os resultados corporativos lá fora também ganham destaque nesta terça-feira (23) com divulgações da Coca-Cola, UBS e Visa.

Por aqui, é dia de o mercado acompanhar os resultados relacionados ao segundo trimestre da Cielo.

Dia de refrigério

Se é melhor ser alegre do que ser triste, o mercado internacional se apoia no vislumbre de que um acordo entre EUA e China será o caminho a ser seguido pelos dois países e opta pelo otimismo. Apenas a possibilidade da retomada da negociação, renova os ânimos que não estavam em seus melhores dias quando buscavam por vestígios de impactos da disputa tarifária no balanço das empresas. Além do que, uma ajuda dos principais bancos centrais pelo mundo, ajudará a manter a liquidez em alta e os juros baixinhos. Por isso, o internacional fica no azul e de olho em dados que confirmem essas expectativas.

Por aqui, a esperança de que a liberação do saque do FGTS pudesse gerar um impulso à economia, foi dissipada. Pressionado pelo setor de construção civil, que é parcialmente financiado pelo fundo, os técnicos do ministério agora cogitam limitar em 500 reais os saques de contas ativas e o mesmo valor das inativas. Ou seja, se somados, até mil reais, nem faz cócegas à nossa frágil economia. Por isso, o coro uníssono de que cortes na Selic são necessários como impulsionadores, voltam a ecoar a apenas uma semana da próxima reunião do Copom. Para ajudar, a abertura do mercado de gás natural (um dos trunfos de Guedes) deve ajudar quanto a reindustrialização do país com um choque de energia barata – deve reduzir o preço do combustível para empresas em 40 por cento nos próximos dois anos.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos


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