Mercados

Indicadores econômicos: IPC-S no Brasil, vendas no varejo dos EUA e mais

Por Fast Trade
18 novembro 2020 - 08:00 | Atualizado em 18 novembro 2020 - 08:29
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O mercado monitora uma farta agenda de indicadores econômicos na semana. Esses números ampliam a percepção dos impactos da pandemia de covid-19 na economia global.

No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 15 de novembro de 2020 acelerou 0,62%.

Com isso, o indicador ficou 0,03 ponto percentual (p.p.) acima da taxa divulgada na última sondagem, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). No total, seis das sete capitais consultadas anotaram um avanço em suas taxas de variação.

Assim também, o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) cresceu 3,51% em novembro, ante taxa de 3,20% do mês anterior. Esse resultado elevou a alta acumulada do indicador para 21,76% no ano e 23,82% em 12 meses.

A FGV IBRE mostrou ainda, na segunda-feira (16), que sua prévia extraordinária das Sondagens indica recuo da confiança empresarial e dos consumidores em novembro.

Conforme a análise dos dados coletados até o dia 13 deste mês em relação ao resultado de outubro, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) deve recuar 0,9 ponto, para 96,2 pontos.

Do mesmo modo, a prévia indica queda de 2,2 pontos para o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), para 80,4 pontos.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou na passagem da primeira para a segunda quadrissemana de novembro.

Para o coordenador do levantamento na Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Guilherme Moreira, esse alívio foi pontual. Segundo ele, o resultado não altera o cenário de inflação mais pressionada no fim de 2020.

Além dos dados atualizados sobre a balança comercial e perspectivas para o PIB, o investidor acompanhou os números das vendas no varejo.

O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostrou que as vendas do varejo no Brasil declinaram 7,7% em outubro ante igual período de 2019.

Indicadores econômicos globais: EUA

Assim como no Brasil, as vendas no varejo dos Estados Unidos foram monitoradas pelo mercado na terça-feira (17). As vendas aumentaram 0,3% em outubro, para US$ 553,3 bilhões, segundo o Departamento de Comércio do país.

Ademais, os dados de setembro foram revisados ​​para baixo para mostrar que as vendas subiram 1,6%, em vez 1,9%, conforme informado anteriormente.

Os indicadores econômicos de ontem contribuíram para Wall Street fechar em baixa, sobretudo diante dos receios relacionados à pandemia.

Uma explosão de novos casos de covid-19 na região eleva os temores de que novas restrições à atividade possam ser necessárias.

Ainda nos EUA, sua produção manufatureira cresceu 1,0% em outubro, de acordo com o Federal Reserve.

Além disso, os dados de setembro foram revisados para cima, para mostrarem alta de 0,1%, ante o recuo de 0,3% divulgado anteriormente.

Em contrapartida, os preços de importados dos Estados Unidos caíram inesperadamente no mês (-0,1%), sinalizou o escritório de estatísticas do governo americano.

O declínio foi impactado pela redução dos preços dos combustíveis no período, capaz de compensar os preços de outros itens.

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Europa

Por fim, as ações europeias fecharam o pregão de terça-feira (17) em queda, após atingirem máximas em oito meses.

Esse declínio refletiu algumas restrições mais rígidas para controle da propagação de covid-19 no continente.

Cresceu também os questionamentos sobre uma rápida recuperação econômica, compensando o otimismo sobre uma vacina que vinha favorecendo os mercados de risco.

Para a agência oficial de estatísticas Insee, a economia francesa deve contrair de 9% a 10% este ano. O resultado final, no entanto, dependerá de quanto tempo durar o novo ‘lockdown’ imposto.

A perspectiva é por um recuo entre 2,5% e 6% nos últimos três meses do ano em relação ao trimestre anterior, segundo a Insee.

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