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Indicadores econômicos: Banco Central divulga fluxo cambial; Fipe; nível de emprego e mais

Por Pablo Vinicius Souza
17 julho 2019 - 09:55
Nossa agenda local de indicadores econômicos tem como destaque a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio de setembro do IBGE.

A Fipe divulgou o resultado da segunda quadrissemana do IPC (julho), inaugurando o dia da agenda doméstica de indicadores econômicos.

O índice, conforme publicação, apresentou alta de 0,10%, desacelerando frente à primeira quadrissemana, quando ficou em 0,17%.

Ainda hoje, a Fiesp divulgará o nível de emprego (junho), ao passo que o Banco Central comunicará o fluxo cambial.

Lá fora, os Estados Unidos divulgam o número de construção de moradias iniciadas, assim como a permissão de novas obras.

O DoE informa os estoques de petróleo bruto, de gasolina, de destilados, bem como a utilização das refinarias.

Na sequência de indicadores econômicos, destaque para os balanços corporativos da Netflix e do Bank of America.

Na Europa, o índice de Preços ao Consumidor (CPI) da Zona do Euro (junho) ficou em 1,3% ante 1,2% (maio).

Em 2018, no mesmo período, a taxa havia registrado 2%, de acordo com a Eurostat.

Mais tarde, o Japão divulgará o resultado da balança comercial relacionado ao mês de junho.

Esperando

Já comentei nesse espaço que Donald Trump não nos deixa cair no tédio. Mal ficamos duas semanas na esperança de uma trégua na guerra comercial entre os EUA e a China e ele já vem movimentar o noticiário dizendo que “ainda resta um longo caminho a ser trilhado”. Como todos já estão ciente do jeito nada amigável de negociação do presidente norte-americano, nem deve repercutir gravemente nos ativos ao redor do mundo. Mesmo porque o a isca perseguida atualmente é apenas uma: incentivos monetários por parte dos bancos centrais. Por isso que as atenções do dia se voltam para a leitura do Livro Bege, relatório sobre a economia dos Estados Unidos e indícios qual será o ritmo e intensidade dos cortes de juros por lá.

Por aqui, o frio parece ter feito os investidores optado por hibernar, aproveitando que o Congresso entra em recesso hoje. Já são quatro dias de Bolsa em queda e em clima de compasso de espera. Se não temos novidades quanto ao andamento da reforma para reforçar o ânimo, os ativos ficam sem rumo, apesar das tentativas de Paulo Guedes em mostrar que estamos em um processo de retomada da economia e que novas medidas visando o seu estímulo devem ser apresentadas em breve. Como não temos dados concretos, as falas não são capazes de fazer com que os investidores voltem às compras com força.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos


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