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INDFUT: Ibovespa futuro cai com cautela externa, à espera de veto; virada do petróleo anima

Por TradersClub
11 maio 2020 - 09:39 | Atualizado em 11 maio 2020 - 09:39

O Ibovespa futuro reproduz a cautela externa com receios de uma segunda onda de contaminações da Covid-19 e negocia no negativo neste início de pregão, com o noticiário político local adicionando pressão extra. Perto das 09h10, o futuro do principal índice da B3 atingia 79.800 pontos, queda de 1,10%, após alta de 2,75% a 80.263 pontos na sexta. O EWZ, principal índice de ações que replica o Ibovespa, recuava 1,79%. Lá fora, os futuros dos índices americanas Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq perdiam 1,03%, 1,17% e 0,89%, respectivamente.

O anúncio da Arábia Saudita de agora há pouco de que vai cortar voluntariamente sua produção em mais 1 milhão de barris diários em junho animou o mercado de petróleo, cujos contratos futuros passaram a subir. A commodity caía durante boa parte da manhã com receios de queda da demanda após a China ter colocado Shulan, cidade perto da Coreia do Norte, em isolamento e a Coreia do Sul ter fechado bares novamente. O futuro do Brent para julho subia 1,16% a US$31,33, enquanto o futuro do WTI para junho subia 1,21% para US$25,02.

Por aqui, o mercado está de olho no esperado veto pelo presidente Jair Bolsonaro ao reajuste dos servidores, e no pacote de socorro às elétricas e às aéreas, um dia após a Avianca, a segunda maior aérea da América Latina, entrar com pedido de recuperação judicial. O balanço da Petrobras na quinta e possíveis follow-ons de R$5 bilhões da Via Varejo e de R$500 milhões da Centauro também estão no radar.


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