Economia

Incerteza da Economia recua em março e mais indicadores econômicos

Por Fast Trade
31 março 2021 - 07:00 | Atualizado em 31 março 2021 - 07:30
indicadores econômicos

A terça-feira (30) foi marcada por uma importante bateria de indicadores econômicos. O IPP, por exemplo, acelerou em fevereiro e anotou a maior alta da série histórica.

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Por sua vez, o Índice de Confiança de Serviços contraiu 5,6 pontos em março, reforçando a tendência de queda para o indicador. Além disso, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) movimentaram o mercado doméstico.

De acordo com o Ministério da Economia, o país encerrou o segundo mês de 2021 com saldo positivo de 401.639 carteiras assinadas.

Além de marcar o melhor resultado para o mês na série histórica, que teve início em 1992, o saldo decorrente de 1,694 milhão de admissões e 1,292 milhão de demissões supera a abertura de 225.648 postos com carteira assinada registrada em fevereiro do ano passado. Vale destacar que o período antecede a pandemia no país.

Em janeiro de 2021, o mercado formal brasileiro já havia surpreendido quando o Caged anotou recorde de 258.141 vagas (dado revisado). “Os recordes na geração de empregos em janeiro e fevereiro são sinais claros de que a economia está se reativando”, declarou o ministro Paulo Guedes.

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Além de destacar que fevereiro é um mês mais curto, o economista reiterou sua defesa da vacinação em massa. Guedes, que se vacinou na tarde de sábado (27), já havia declarado que a vacinação em massa possibilitará um retorno seguro ao trabalho, sobretudo para os mais vulneráveis, “os 40 milhões de brasileiros invisíveis” que estão na informalidade.

Veja, então, outros indicadores econômicos que movimentaram o mercado financeiro na terça-feira:

Indicador de Incerteza da Economia recua 4,7 pontos em março

Conforme analisado pela Fundação Getulio Vargas, o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) contraiu 4,7 pontos na passagem de fevereiro para março. Assim sendo, o índice recuou para 123,5 pontos, ainda mais distante do seu pico histórico, de 210,5 pontos.

Em contrapartida, o IIE-Br segue 8,4 pontos acima do nível de fevereiro de 2020, mês que antecede a chegada da pandemia ao Brasil. Para Anna Carolina Gouveia, Economista do FGV IBRE, a diminuição do indicador foi “motivada exclusivamente” pelo declínio do componente de Mídia.

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Nesse sentido, ela destacou o impacto das campanhas de imunização contra o novo coronavírus no país. Em contrapartida, salientou que o agravamento da pandemia segue no radar do componente de expectativa.

Esse, por sua vez, subiu no período, indicando o desafio de se prever cenários econômicos para os próximos 12 meses. Ainda assim, o Indicador de Incerteza da Economia continua elevado frente ao nível neutro em termos históricos (100 pontos).

Do mesmo modo, o indicador ainda supera até mesmo o nível médio de 114 pontos vigente entre 2015 e 2019, segundo ela.

Mais indicadores econômicos: IGP-M sobe 2,94% em março e 8,26% em 2021

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) também esteve entre os principais indicadores econômicos da véspera (30). De acordo com a FGV, o indicador avançou 2,94% entre fevereiro e março. Como resultado, acumulou alta de 8,26% no ano. Em 12 meses a alta é ainda mais expressiva (+31,10%).

Já no mesmo período do ano passado, o índice havia anotado alta de 1,24% e avançado 6,81% em 12 meses. Segundo o Coordenador dos Índices de Preços, André Braz, “todos os índices componentes do IGP-M registraram aceleração”. Veja os detalhes do resultado geral, incluindo a performance do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), entre outros.

Por fim, acompanhe o Fast Trade e confira os principais indicadores econômicos.

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