Política

Impeachment de Bolsonaro volta ao radar

Por Bruna Santos
24 abril 2020 - 08:17 | Atualizado em 24 abril 2020 - 08:17

O primeiro pedido para o impeachment de Bolsonaro chegou à Câmara em meados de março. Agora, Celso de Mello, o ministro do Supremo Tribunal Federal pediu à Câmara dos Deputados uma posição sobre a tratativa.

O pedido do ministro do STF aconteceu após denúncia de dois advogados, Thiago Santos de Pádua (ex-assessor da ministra Rosa Weber, do STF) e José Rossini Campos (ex-conselheiro da OAB), argumentar que presidente da República cometeu diversos crimes de responsabilidade.

Um possível elencado na ação dos advogados está a aglomeração social em contrariedade às recomendações da OMS, por exemplo, como na manifestação pró-governo, marcada por apoio às reformas e crítica ao Congresso

Entre as solicitações na ação protocolada, Bolsonaro deveria se abster de promover aglomerações públicas. Além disso, a ação apresentada ao STF cobra o resultado de exames referentes ao novo coronavírus feito pelo presidente Bolsonaro. Embora tenha afirmado que o resultado tenha sido negativo, ele nunca divulgou o dado.

Vale lembrar que ao menos 23 integrantes da comitiva que acompanhou o presidente em viagem aos EUA já foram infectadas.

Assim também, foi cobrado um posicionamento do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre o impeachment de Bolsonaro.

Segundo o Estadão, o Planalto ficou em alerta desde que a ação no STF foi sorteada para Celso de Mello. Isto porque Mello tem se posicionado como uma das vozes mais contundentes do tribunal contra o comportamento de Bolsonaro.

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