Economia

IGP-M desacelera em dezembro, mas é o mais alto desde 2002

Por Fast Trade
30 dezembro 2020 - 08:30 | Atualizado em 30 dezembro 2020 - 11:27
indicadores econômicos

A inflação anual medida pelo IGP-M foi a maior em quase 20 anos, conforme apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Isso porque o  Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou de 3,28% para 0,96% entre novembro e dezembro.

Mesmo assim, o indicador encerra 2020, ano marcado por alta do dólar, em alta de 23,14%. Nesse sentido, economistas acreditam que o dólar deve dar alívio à inflação no atacado em 2021, de acordo com o Valor Econômico.

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Assim também, a valorização de commodities, aumento da demanda por bens em detrimento dos serviços e escassez de insumos industriais também impactaram o IGP-M.

Segundo André Braz, Coordenador dos Índices de Preços, “as matérias-primas brutas caíram 0,74% em dezembro”. Na avaliação dele, esse recuo foi puxado principalmente pelas commodities, uma vez que a soja passou de 11,91% para -8,93%.

Do mesmo modo, os bovinos retrocederam de forma expressiva, de 7,40% para -0,58%, seguido do milho (21,85% para -2,17%). Além disso, “os preços da soja e do milho seguem em alta em bolsas internacionais”, destacou. Braz explicou ainda que “tal movimento pode limitar a magnitude das quedas nas próximas apurações”.

Outros índices além do IGP-M

Ao mesmo tempo, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) desacelerou de 4,26% em novembro para 0,90% em dezembro. Ademais, quando analisados os estágios de processamento, sabe-se que a taxa do grupo Bens Finais variou 2,04% em dezembro.

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Em novembro, o índice havia registrado taxa de 2,74%, indicando uma desaceleração menos acentuada que os demais indicadores.

O levantamento da FGV mostrou que a principal contribuição para este resultado veio do subgrupo alimentos processados (de 4,15% para 2,29%, no mesmo período).

Por sua vez, o índice relativo a Bens Finais (ex) variou 1,34% em dezembro, ante 2,48% em novembro. Vale destacar que esse indicador exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo.

Da mesma forma, a taxa do grupo Bens Intermediários desacelerou entre novembro e dezembro, de 4,07% para 1,86%. Nesse sentido, o subgrupo materiais e componentes para a manufatura foi relacionado como o principal responsável por este movimento.

Só para ilustrar, o percentual do índice passou de 4,79%, em novembro, para 1,30% no último mês do ano. Ainda assim, o índice de Bens Intermediários (ex) desacelerou de 4,29% em novembro para 1,51% em dezembro.

O índice, conforme destacado pela FGV, é obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção.

IPC e INCC

Ao contrário do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu entre novembro e dezembro, de 0,72% para 1,21%. Sob o mesmo ponto de vista, cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram avanço em suas taxas de variação.

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Dentre os destaques ressaltados pela FGV, atenção para o grupo Habitação (0,23% para 2,11%). Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou entre novembro e dezembro, variando de 1,29% para 0,88%.

De acordo com a FGV, os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações: Materiais e Equipamentos (2,85% para 2,08%), Serviços (0,73% para 0,38%) e Mão de Obra (0,24% para 0,06%).

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