Dólar e índice

Ignorando a intervenção do Banco Central, dólar sobe a R$5,46

Por Fast Trade
26 junho 2020 - 17:56 | Atualizado em 26 junho 2020 - 18:56

O dólar comercial fechou em alta de 2,36% nesta sexta-feira (26), na cotação de R$5,4640 na venda, acompanhando o exterior, mesmo após a intervenção do Banco Central.

Em uma sessão bastante volátil, o mau humor prevaleceu após os Estados Unidos atingirem um novo recorde diário de novos casos de Covid-19.

Só ontem, mais de 39,8 mil pessoas testaram positivo para a doença no país, agravando a crise sanitária em um momento que os estados iniciavam a reabertura da economia.

Dessa forma, o território americano possui cerca de 2,5 milhões de casos confirmados e 126.592 mortes, aparecendo como o atual epicentro da pandemia.

Diante disso, o estado do Texas anunciou a interrupção do processo de retorno às atividades, voltando com as medidas de isolamento social e demais restrições empresariais.

Em meio à essa nova onda de contaminações, o Federal Reserve aplicou nas instituições financeiras um teste de estresse, que mostrou a magnitude das perdas enfrentadas pelos bancos devido à recessão econômica.

Por esse motivo, a autoridade monetária decidiu limitar o pagamento de dividendos pelo setor bancário até que a situação se mostre mais branda.

Enquanto isso, no Brasil, os solavancos do câmbio pressionaram o BC a atuar novamente, vendendo US$505,2 milhões em recursos à vista e colocando para rolagem US$1,5 bilhão por meio de leilão de linha com compromisso de recompra.

Adicionalmente, a instituição rolou 12 mil contratos de swap cambial tradicional, na tentativa de prover liquidez e, dessa forma, amenizar o declínio do real.

Apesar da intervenção, os investidores criticaram o baixo volume de recursos oferecido pela autoridade monetária, já que a demanda por proteção via derivativos foi acentuada.

Mesmo assim, o dólar ganhou força, encerrando a semana com ganhos de 2,76% sobre a moeda brasileira e alta de 36,19% no ano de 2020.

Juros Futuros avançam seguindo os temores de uma segunda onda de Covid-19

Na renda fixa, os contratos de juros futuros registraram aumento nas taxas em todos os períodos, precificando o clima de aversão ao risco.

Nesse sentido, ficou em evidência os temores que uma segunda onda de casos de Covid-19 nos EUA possa atrapalhar o movimento de recuperação da economia.

Além disso, considerando o recorde no número de infectados, o mercado buscou refúgio em ativos mais seguros, favorecendo a adição de prêmio de risco.

O DI novembro/2020 subiu para 2,08% (2,06% no ajuste anterior), o DI julho/2023 avançou para 4,67% (4,61% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 saltou para 6,34% (6,32% o ajuste anterior).

Dólar ignora a intervenção do Banco Central e sobe a R$5,46

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