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Ibovespa volta aos 91 mil com Covid-19 nos EUA e correção

Por Fast Trade
12 junho 2020 - 12:56 | Atualizado em 12 junho 2020 - 16:00

O Ibovespa opera em queda nesta sexta-feira (12), fazendo uma sessão de correção, após o aumento dos casos de Covid-19 nos EUA derrubar os mercados.

Na véspera, em que a B3 ficou fechada devido ao feriado de Corpus Christi, os ADRs Brazil Titans desabaram 8,7%, pressionados pelo medo de uma segunda onda de infecções.

Desse modo, com o aumento de novos casos da doença no território americano, os investidores começaram a precificar a piora da crise sanitária.

Isso porque, o ritmo de contágio subiu após o processo de reabertura das cidades, o que pode significar que a disseminação não está controlada.

Segundo uma reportagem da Reuters, cerca de seis estados registraram forte aumento no número de pessoas contaminadas, incluindo Texas, Arizona e Novo México.

Uma das principais preocupações no momento é que esse novo surto implique em um cenário de recessão global ainda mais intenso.

Também ficou no radar a contração em 20,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido, contabilizado no mês de abril.

Digno de nota, essa foi a maior queda mensal já registrada na história do país, demonstrando os efeitos da pandemia e os impasses com o Brexit.

Cenário político brasileiro e reaproximação de Bolsonaro com o Centrão

No Brasil, o destaque ficou com a reaproximação do presidente Jair Bolsonaro com o Centrão, tentando formar uma base de apoio no Congresso.

Nesse contexto, ao recriar o ministério das Comunicações e conceder o comando da pasta ao deputado federal, Fábio Dutra (PSD), o governo mostra que vai avançar na articulação política.

Em contrapartida, o STJ decidirá hoje se vai permitir o compartilhamento de informações sobre o inquérito das Fake News com as ações contra Bolsonaro no TSE.

Na B3, as ações da Petrobras (PETR3/ PETR4) anotavam perdas superiores a 4%, acompanhando a derrocada do petróleo no mercado internacional.

Assim, as companhias IRB Brasil (IRBR3), CVC (CVCB3), Azul (AZUL4), Gol (GOLL4) e Braskem (BRKM5) anotavam as maiores baixas.

Ás 12h55 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira desvalorizava 3,04%, aos 91.810 pontos, com um volume financeiro de R$13,284 bilhões.

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