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Ibovespa vira para queda refletindo sessão de ajustes apesar do otimismo com o Brasil

Por Fast Trade
30 dezembro 2019 - 13:51
Seguindo o ritmo do bom humor externo, o dia é positivo para ativos locais

O Ibovespa virou para queda em um movimento de ajustes, depois de abrir em alta refletindo o otimismo com as projeções de crescimento da economia brasileira em 2020.

No último pregão de 2019, o índice geral repercutia a oitava revisão seguida para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, cujas medianas indicam alta de 1,17%.

Para 2020, os economistas também revisaram as estimativas, sinalizando um avanço de 2,30%, o que evidencia um cenário de aceleração econômica acima do esperado.

Outra notícia que também adicionava volatilidade às transações era a redução do déficit das contas do setor público consolidado no mês de novembro, totalizando R$15,312 bilhões.

A mediana nos especialistas indicava um déficit de R$16,4 bilhões, de modo que o resultado surpreendeu positivamente o mercado.

As boas perspectivas do cenário político também animavam os investidores, sobretudo, em relação ao comprometimento do Congresso Nacional com a continuidade da agenda de reformas.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pretende priorizar as deliberações sobre as reformas tributária e administrativa no ano que vem, mantendo o seu protagonismo na transformação estrutural do país.

O posicionamento de Maia minimiza a falta de articulação do governo junto aos parlamentares e assegura que as discussões serão atreladas aos temas mais relevantes.

Na B3, o destaque vai para as companhias B3 (B3SA3), Yduqs (YDUQ3), Rumo (RAIL3), BR Distribuidora (BRDT3) e Sabesp (SBSP3), que lideravam as perdas da sessão.

Ás 12h43 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira recuava 0,17%, aos 116.335 pontos, anotando um volume financeiro de R$2,370 bilhões.

Enquanto isso, no exterior, os índices avançavam reagindo à notícia divulgada pelo South China Morning Post, dizendo que o acordo comercial sino-americano pode ser assinado ainda esta semana.

Segundo a matéria, o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, viajará a Washington para formalizar a primeira fase do acordo com os EUA.

Dólar opera em queda de olho na formação da Ptax

O dólar comercial operava em queda nesta segunda-feira (30), pressionado pela formação da última Ptax do ano, que servirá de referência para o vencimento dos contratos futuros, negociados na próxima sessão.

Durante o mês de dezembro, a divisa americana já acumula perda de 4,93% na paridade com o real, apesar de registrar um avanço de 4,04% ao longo de 2019.

No exterior, o recuo da moeda dos EUA também se espalhou contra as demais moedas emergentes, sobretudo, após a notícia de que o acordo comercial sino-americano poderá ser assinado ainda esta semana.

Segundo uma notícia divulgada pelo South China Morning Post, o vice-primeiro-ministro Liu He, como principal negociador chinês, visitará Washington para formalizar o documento.

O fato renovou o ânimo dos investidores, uma vez que afasta as possibilidades de acirramento do conflito comercial, ao mesmo tempo em que celebra um novo momento de parceria vivido entre as duas maiores potências mundiais.

Ás 12h43 (horário de Brasília), o dólar comercial depreciava 0,72% contra o real, sendo cotado a R$4,0210 na venda.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros apresentavam declínio nas taxas em todos os períodos, em um movimento de ajustes às altas dos últimos dias.

Na ausência de um driver mais forte, os DIs acompanhavam a baixa liquidez das transações e viés de queda da dinâmica cambial.

O DI outubro/2020 caía 0,45% sendo negociado a 4,41% (4,42% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 recuava 0,61%, sendo vendido a 6,47% (6,49% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo: Petrobras fecha acordo com a YPFB e mantém o monopólio do gasoduto Brasil-Bolívia por mais um ano

A Petrobras (PETR3/ PETR4) e a boliviana YPFB fecharam um acordo de transição, assegurando o monopólio da estatal ao uso do gasoduto Brasil-Bolívia por mais um ano.

O atual contrato, que possui vigência até amanhã (31), prevê que a companhia boliviana continuará com o abastecimento de gás por mais 70 dias além do prazo fixado.

O principal quesito que está sendo negociado entre as companhias é um aditivo que permite à Petrobras retirar os volumes inicialmente contratados e que não foram consumidos nos últimos 20 anos.

O objetivo é que a estatal renove a contratação das quantidades somente após retirar, integralmente, o volume residual de 0,04 trilhões de pés cúbicos, o que pode demorar até três anos.

Conforme o acordo de transição, a petroleira brasileira assumiu posição hegemônica neste mercado, embora houvesse uma grande expectativa de que outros agentes conseguissem entrar na concorrência.

Ao final do processo de chamada pública para contratação da capacidade da Gasbol, pela transportadora TBG, a Petrobras fechou sozinha os serviços para 2020.

Foram contratados todos os 18 milhões de m³/dia oferecidos pela TBG, sendo que a companhia brasileira foi a única que conseguiu avançar com as propostas finais.

Contudo, a partir de 2021, a estatal pretende abrir espaço para outras empresas atuarem, reduzindo a sua participação a somente 8 milhões de m³/dia.

Relatos indicaram que as empresas Total e Shell acompanharam o procedimento de compra, fazendo tentativas de assinar contratos com distribuidoras estaduais para entrar no mercado.

Porém, as instabilidades na Bolívia e as incertezas geradas pela falta de regulamentação sobre o livre acesso às unidades de processamento e terminais de importação no Brasil, pesaram sobre a decisão das companhias.


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