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Ibovespa vira para alta após a China confirmar que há um acordo aprovado

Por Pablo Vinicius Souza
13 dezembro 2019 - 13:50

O Ibovespa operava em alta nesta sexta-feira (13), refletindo a confirmação da China de que há um acordo comercial com os Estados Unidos aprovado.

Depois de renovar a máxima histórica intradia em 112.829 pontos, o índice geral chegou a desacelerara os ganhos com as falas de Donald Trump.

Em sua conta no Twitter, o presidente americano disse que as notícias estão “completamente equivocadas”, sinalizando que não existe um consenso para redução de 50% das tarifas sobre os produtos chineses.

Na véspera, os investidores ficaram muito animados após relatos da mídia indicarem que Washington e Pequim teriam praticamente finalizado os termos do acordo tarifário.

Contudo, a informação de que governo chinês já possui um acordo por escrito com Washington renovou o otimismo do mercado e impulsionou novamente os índices.

Na esteira do clima otimista, a vitória majoritária do Partido Conservador do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, nas eleições parlamentares gerais, trouxe novo fôlego ao Brexit.

Com uma base de apoio ampla, o chanceler conseguirá aprovar a proposta de saída da União Europeia no dia 31 de janeiro de 2020, celebrando um acordo entre as partes.

Por aqui, gerava repercussão o avanço de 0,17% no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mensurado em outubro, vindo em linha com as projeções dos economistas.

Na B3, as companhias Natura (NATU3), Gerdau (GOAU4), Via Varejo (VVAR3) e Yduqs (YDUQ3) lideravam os ganhos da sessão.

Ás 12h45 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira subia 0,08%, aos 112.288 pontos, anotando um volume financeiro de R$8,052 bilhões.

Dólar recua a R$4,09 refletindo otimismo com IBC-Br e Brexit

O dólar comercial operava em queda nesta sexta-feira (13), refletindo o otimismo do mercado com o avanço do IBC-Br e as expectativas pela conclusão do Brexit.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central subiu 0,17% na passagem de setembro para outubro, mostrando que a retomada do crescimento pode ser mais acelerada do que o previsto.

O movimento de recuperação do ambiente macroeconômico tende a pressionar a queda da divisa americana, uma vez que, impulsiona as atividades locais.

Apesar do cenário controverso nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, as notícias sobre o Brexit animaram os investidores.

Nas eleições gerais do Parlamento Britânico, o Partido Conservador do primeiro-ministro, Boris Johnson, alcançou a maioria das cadeiras, formando uma importante base de apoio ao governo.

Com isso, o Reino Unido deve concluir a saída da União Europeia dia 31 de janeiro de 2020, amparado por um acordo entre as partes.

Ás 12h45 (horário de Brasília), o dólar comercial depreciava 0,02% contra o real, sendo cotado a R$4,0920 na venda.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros apresentavam recuo nas taxas em todos os períodos, acompanhando a dinâmica positiva do câmbio.

O DI julho/2020 caía 0,23%, com negociação a 4,32% (4,33% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 declinava 0,46%, sendo vendido a 6,51% (6,53% no ajuste anterior).


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