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Ibovespa tem queda impulsionada pela Petrobras e dólar fecha a R$3,75

Por Pablo Vinicius Souza
06 novembro 2018 - 18:40
O dia em mercados internacionais é misto

O dia na Bolsa brasileira foi marcado por perdas e frustrações dos investidores. A divulgação dos resultados da Petrobras muito abaixo das expectativas gerou uma onda de realização de lucros, que puxou o desempenho do Ibovespa para a margem negativa. E embora o lucro da estatal tenha aumentado 25 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior, fatores não recorrentes como contingências judiciais, depreciação de ativos e baixas contábeis, impactaram o montante apurado.

Outros fatores também contribuíram com a oscilação das ações da Petrobras. Segundo Eduardo Guimarães, Especialista em Ações na Levante Ideias de Investimentos, “além do lucro líquido que veio abaixo do consenso devido ao pagamento de R$3,5 bilhões do class action, teve também a queda de 1% do petróleo Brent”. Como resultado, os papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4) fecharam o pregão em queda de 2,58% e 3,44% respectivamente.

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O Ibovespa encerrou com desvalorização de 1,04%, a 88.668 pontos e um volume financeiro de R$11,892 bilhões. O dólar comercial disparou e fechou em alta de 0,86%, sendo cotado a R$3,75, valor mediano que ficou entre a mínima do dia de R$3,73 e a máxima de R$3,77. Os juros futuros oscilaram em alta e terminaram em valorização. A DI com vencimento para junho de 2020 subiu 0,79%, sendo negociada a 7,67% e a DI para junho de 2022 aumentou 1,22%, sendo vendida a 9,12%.

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Tensões na Indústria

Os líderes da indústria brasileira já não estavam satisfeitos com a proposta do novo superministro, Paulo Guedes, de unir o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços à pasta da Economia. Agora, com as recentes declarações sobre a intenção do governo de privatizar parte do Sistema S, a situação se tornou ainda mais desconfortável.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, criticou o posicionamento de Guedes alegando que “há falta de conhecimento” sobre o desempenho das entidades que integram o sistema e afirmou que sempre foi muito correto em relação à prestação de contas do SESI e do SENAI.

Robson disse ao Valor que trabalha com 100% de transparência e que os contratos das entidades que gerencia estão disponíveis na internet abertos para consulta, tornando a gestão do SESI e do SENAI referência aos demais, conforme apontado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Controladoria Geral da União (CGU).

Ele ainda ressaltou que os serviços prestados pelo SENAI alcançam mais de 3,7 milhões de pessoas para qualificação profissional e educação continuada. Além disso, 1,2 milhão de estudantes do ensino fundamental e médio são beneficiados pelo SESI, além das 4 milhões de pessoas atendidas nas áreas de saúde e segurança no trabalho. “Tudo isso custa caro” – acrescentou.

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