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Ibovespa sobe no compasso de Wall Street mas anota perda semanal de 2,45%

Por Pablo Vinicius Souza
04 outubro 2019 - 18:39
saldo positivo do Ibovespa

O Ibovespa avançou nesta sexta-feira (04), acompanhando o bom humor que tomou conta das Bolsas em Wall Street, apesar da intensa volatilidade da sessão.

Os investidores reagiram à divulgação do relatório de empregos nos Estados Unidos, que mostrou a criação de 136 mil novas oportunidade de trabalho em setembro, ligeiramente abaixo das previsões dos analistas.

Ainda assim, os números evidenciaram um crescimento consistente do setor, afastando temporariamente a percepção de que o país está em plena desaceleração em suas atividades.

Hoje à tarde, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, fez um discurso explicando que a economia americana está avançando, embora o ambiente externo esteja bastante adverso.

Ele ressaltou que a função da autoridade monetária é criar condições que proporcionem esse desenvolvimento também no longo prazo e isso trouxe ânimo aos mercados.

Em Nova Iorque, o S&P 500 subiu 1,42%, o Dow Jones saltou 1,42% e o Nasdaq Composto avançou 1,40%.

Na semana que vem, há grande expectativa pela publicação dos dados de inflação ao consumidor, que terão forte influência na decisão do Fed sobre a redução dos juros.

E também acontecerá a reunião entre autoridades americanas e chinesas em Washington, para retomar as negociações do acordo comercial.

Por aqui, o mercado continuou atento à nova divisão sugerida pelo governo dos recursos do pré-sal, na qual estados, municípios e os parlamentares ficariam com 10% cada um, sendo acrescido 3% para os estados produtores de petróleo.

Como resultado, a Bolsa brasileira avançou 1,02% aos 102.551 pontos, anotando um volume financeiro de R$15,378 bilhões. Na comparação semanal, o Ibovespa recuou 2,45%.

Dólar recua a R$4,05 e fecha na mínima em seis semanas

O dólar comercial depreciou nesta sexta-feira (04), fechando na cotação de R$4,0560 na venda, no terceiro pregão consecutivo de perdas contra o real brasileiro.

Essa foi a semana de maior desvalorização da divisa americana no mercado local desde a última semana de janeiro, acumulando queda de 2,40%.

O real foi a moeda com melhor desempenho frente ao dólar, nesta primeira semana de outubro, em relação à uma cesta de 33 divisas globais mais líquidas.

O grande catalisador do movimento descendente do dólar foi o sentimento de que a economia dos Estados Unidos está passando por uma forte desaceleração, o que foi confirmado por diferentes indicadores.

Contudo, os dados sobre o mercado de trabalho americano, apesar de virem abaixo do esperado, demonstraram um avanço consistente na criação de novas vagas, levando as taxas de desemprego aos menores níveis em 50 anos.

Por isso, a perspectiva ainda é positiva, já que este setor se consagra como balizador da economia segundo a visão do Federal Reserve.

No mesmo sentido, os contratos de juros futuros encerraram em leve queda, já precificando um cenário positivo quanto à flexibilização da taxa de juros no curto prazo.

O DI abril/2020 caiu para 4,77% (4,78% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 declinou para 6,26% (6,30% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 recuou a 6,91% (6,94% no ajuste anterior).

Petróleo avança com payroll nos EUA mas fecha a semana em expressiva queda

Os contratos futuros de petróleo encerraram em alta nesta sexta-feira (04), apoiados pela divulgação do relatório de empregos nos Estados Unidos, o payroll.

Embora os dados do setor tenham declinado em relação às previsões, na interpretação dos analistas, a consistência dos números foi importante para reduzir as preocupações quanto ao ritmo de desaceleração econômica no país.

De acordo com a avaliação do Citi Bank, o payroll do mês de setembro foi visto como positivo, pois mostrou que há um crescimento contínuo na geração de novas oportunidades, o que fez a taxa de desemprego atingir o menor nível em 50 anos.

Ao longo da semana, os preços da commodity foram fortemente afetados pelos dados decepcionantes dos setores industrial e de serviços nos EUA e isso gerou um sentimento de cautela e aversão ao risco nos mercados.

Outro fator que adicionou volatilidade às negociações foi o anúncio do governo da Arábia Saudita, avisando que já restabeleceu integralmente sua capacidade de produção de 9 milhões de barris por dia.

Nesse cenário, o aumento dos estoques nos EUA, a normalização das atividades sauditas e os riscos crescentes de recessão nas maiores economias do mundo pressionavam o movimento das cotações.

Como resultado, o petróleo vendido no West Texas Intermediate (WTI) para entrega em novembro subiu 0,50%, sendo negociado a US$52,71 o barril. Na semana, o contrato WTI recuou 6,18%.

Já o petróleo Brent para dezembro, comercializado na ICE de Londres, fechou em alta de 1,14%, na cotação de US$58,37 o barril. Na comparação semanal, o Brent desvalorizou 4,7%.

Noticiário Corporativo: Raia Drogasil planeja expansão de 240 novas unidades em 2020

Conforme notícia divulgada pelo Valor Econômico, a Raia Drogasil divulgou seu planejamento para o exercício de 2020, no qual consta a previsão de abertura de 240 novas unidades.

Em um fato relevante apresentado à Comissão de Valores Mobiliários, a companhia informou que as projeções estão de acordo com as experiências da drogaria e expressam as expectativas de ampliação para o próximo ano.

Em 2018, a empresa abriu 240 novas unidades e em 2019, a previsão é de aumentar outras 240, seguindo a diretriz estratégica de manter um ritmo de expansão contínuo e duradouro.

Além da capacidade financeira, a rede de drogarias explicou que as estimativas consideram o fluxo de caixa, a obtenção de pontos comerciais atraentes e a disponibilidade de funcionários devidamente qualificados.

“As projeções são estimativas, que não constituem promessa de desempenho, de modo que poderão ser revistas, positiva ou negativamente” – afirmou a Raia Drogasil.

Movimentações na B3  

As blue chips do Ibovespa encerraram majoritariamente em alta, refletindo a melhora do sentimento de risco no exterior. A seguir, as máximas do mercado à vista:

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo03/1004/10Ativo03/1004/10
Petrobras (PETR3)+0,76%-0,93%Vale (VALE3)+0,75%+2,53%
Petrobras (PETR4)+0,07%-0,86%Embraer (EMBR3)+2,75%-1,28%
Eletrobras (ELET3)+1,73%+1,70%Banco do Brasil (BBAS3)+4,31%+0,68%
Eletrobras (ELET6)+1,00%+1,21%Cemig (CMIG4)-1,06%+0,14%

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SETOR BANCÁRIOSETOR SIDERÚRGICO
Ativo03/1004/10Ativo03/1004/10
Itaú Unibanco (ITUB3)-0,56%+0,87%Usiminas (USIM3)+0,11%+1,19%
Santander (SANB11)+1,46%+0,43%CSN (CSNA3)+2,43%+1,68%
Bradesco (BBDC3)+0,13%+0,40%Gerdau (GGBR4)+1,43%+1,96%


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